"A lâmpada do corpo é o olho. Quando o olho se torna único, todo o corpo se enche de luz."
Místicos ao longo dos séculos têm insinuado a existência de uma faculdade na mente humana que permanece adormecida como uma câmara selada.
Essa faculdade é frequentemente chamada de terceiro olho, embora a expressão oculte mais do que revele.
Não se trata de uma metáfora da imaginação, mas de um órgão sutil de percepção, oculto na própria consciência.
Quando começa a despertar, o mundo deixa de se apresentar como uma coleção de objetos isolados.
Padrões emergem por trás dos eventos.
Símbolos revelam estruturas ocultas.
O buscador percebe que a realidade possui uma profundidade muito maior do que os sentidos foram projetados para revelar.
A filosofia oculta há muito descreve essa visão interior como um limiar perigoso.
Através dela, a mente começa a perceber forças que operam abaixo da consciência ordinária.
Antigos adeptos escreveram sobre inteligências invisíveis, padrões arquetípicos, a arquitetura viva que sustenta o cosmos.
Tais percepções podem dissolver a certeza confortável da vida cotidiana.
O indivíduo começa a perceber que muito do que rege a experiência humana se desenrola por trás do palco visível do mundo.
Por essa razão, o despertar do terceiro olho era frequentemente reservado àqueles dispostos a confrontar verdades que perturbam a percepção comum.
O mistério mais profundo reside na transformação que se segue.
Uma vez que essa faculdade interior começa a funcionar, o buscador não pode mais retornar à simplicidade da visão anterior.
O mundo se torna carregado de significado e implicações.
Pensamento, símbolo e realidade começam a interagir de maneiras que revelam a própria mente como participante no desenrolar da existência.
O terceiro olho, portanto, representa mais do que uma percepção mística.
Ele marca o momento em que a consciência desperta para o seu lugar dentro da estrutura oculta do universo.
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