Na visão simbólica e filosófica da Maçonaria, há certos pontos em que não se admite condescendência — ou seja, não se pode ser complacente, omisso ou permissivo sem trair seus próprios princípios.
Esses limites estão diretamente ligados à construção moral do indivíduo e à preservação da Ordem.
1. Com a injustiça
A Maçonaria preza pela equidade. Ser condescendente com injustiças — seja no mundo profano ou dentro da própria instituição — significa compactuar com a desigualdade e negar o ideal de justiça que sustenta o templo simbólico.
2. Com a falsidade e a hipocrisia
O maçom é chamado a trabalhar a pedra bruta, ou seja, aperfeiçoar seu caráter. Tolerar a falsidade, seja em si mesmo ou nos irmãos, enfraquece a base moral da fraternidade.
3. Com o falso perjúrio
O compromisso assumido em Loja é sagrado no campo simbólico. A quebra da palavra, o juramento vazio ou o uso indevido da confiança não pode ser relativizado, pois corrói a essência da honra maçônica.
4. Com a ignorância voluntária
A busca pela luz é central. Não se trata da ignorância natural (que todos possuem em algum grau), mas da recusa em aprender, evoluir e refletir. A estagnação consciente é incompatível com o ideal maçônico.
5. Com a corrupção moral
Seja em pequenas atitudes ou grandes desvios, a corrupção — de valores, condutas ou princípios — não pode ser aceita como algo “normal”. A tolerância excessiva nesse ponto leva à decadência ética.
6. Com a desunião deliberada
A fraternidade é um dos pilares. Divergências são naturais, mas fomentar divisão, intrigas ou discórdia consciente é algo que não deve ser tolerado.
7. Com a omissão diante do dever
O silêncio pode ser virtude, mas também pode ser falha. Quando o dever chama — seja para defender um irmão, um princípio ou a verdade — a omissão se torna uma forma de conivência.
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