"Na quietude do meu templo interior, elevo meu pensamento ao G∴A∴D∴U∴ — o Grande Arquiteto do Universo, fonte de toda Luz e Harmonia."
Confesso, ó Sublime Arquiteto, que ainda sou pedra imperfeita em constante desbaste.
Trago em mim arestas de orgulho, sombras de dúvida e marcas das imperfeições humanas.
Muitas vezes hesitei diante do dever, calei quando deveria falar, ou falei quando o silêncio era o verdadeiro mestre.
Reconheço que minha obra ainda não está pronta.
Minhas mãos, por vezes, vacilaram no uso do malho e do cinzel simbólicos, e nem sempre soube aplicar a régua da justiça ou o compasso da prudência em todos os meus atos.
Mas, diante de Ti, não me apresento com desânimo — e sim com esperança.
Confesso também minha vontade sincera de melhorar.
De buscar a retidão dos pensamentos, a pureza das intenções e a nobreza das ações.
De trabalhar, dia após dia, para transformar minha pedra bruta em pedra cúbica, digna de compor o Templo da Humanidade.
Peço-Te, G∴A∴D∴U∴, que ilumines meu entendimento, fortaleças minha vontade e purifiques meu coração, para que eu jamais me afaste dos princípios da Verdade, da Justiça e da Fraternidade.
Que eu saiba reconhecer meus erros sem temor, corrigi-los com coragem e seguir adiante com humildade, lembrando sempre que a verdadeira grandeza não está em parecer perfeito, mas em trabalhar incessantemente para tornar-me melhor.
Assim, em silêncio e reverência, deposito minha confissão não como sinal de fraqueza, mas como prova de consciência desperta — pois aquele que reconhece suas imperfeições já iniciou o caminho da verdadeira Luz.
Que assim seja!
Comentários
Postar um comentário