A felicidade pode ser entendida como um desejo maçônico, mas não no sentido superficial de prazer imediato, e sim como uma conquista moral, interior e coletiva.
Na visão maçônica, a felicidade não é um presente que se recebe, mas uma obra que se constrói.
A Maçonaria ensina que o ser humano busca a felicidade por meio do aperfeiçoamento de si mesmo.
Esse aperfeiçoamento ocorre quando o indivíduo trabalha suas imperfeições, domina suas paixões e cultiva virtudes como a justiça, a prudência, a temperança e a fortaleza.
Assim, a felicidade deixa de ser apenas um desejo pessoal e passa a ser um ideal ético e espiritual.
Há também um aspecto coletivo: o maçom não busca apenas a própria felicidade, mas a felicidade da humanidade. Isso se manifesta no compromisso com o bem comum, com a fraternidade e com a construção de uma sociedade mais justa.
Dentro desse entendimento, a felicidade não é egoísta — ela é solidária.
Pode-se dizer, então, que a felicidade é um desejo maçônico quando nasce do dever.
Não se trata de buscar satisfação a qualquer custo, mas de encontrar alegria no cumprimento do dever, no serviço ao próximo e na construção contínua do próprio caráter.
Em termos simbólicos, o maçom encontra felicidade quando percebe que está polindo sua própria pedra bruta, transformando-a em algo útil e belo para o edifício da humanidade.
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