COMPANHEIRO MAÇOM ...


O grau de Companheiro Maçom é o segundo grau da (Maçonaria Simbólica) ou Maçonaria Azul. 

Em inglês ele é chamado (Fellow of the Craft), este é um legado dos Antigos Maçons Operativos. 

Na época das Guildas Antigas, um Mestre empregava um aprendiz, geralmente desde muito jovem, praticamente na adolescência e muitas vezes familiar aos membros da Guilda, ao final de sete anos era submetido a um rigoroso exame onde apresentava sua obra-prima, se fosse aprovado se formava como profissional do ofício, onde se tornava sócio, recebia sinais, toques e palavras para ser reconhecido como tal entre seus pares, podendo contratar trabalhos por conta própria e supervisionar outros trabalhadores. 

Ele foi registrado na guilda como FELLOW.

Naquela época a condição de aprendiz, companheiro e mestre não significava graus, mas sim condições ou status dentro da irmandade, além disso, o nome de MESTRE referia-se apenas ao responsável pelos trabalhos onde trabalhavam muitos companheiros que tinham o status mais elevado dentro da guilda e tinham todos os direitos.

Este grau exalta atualmente a dignidade e o valor do indivíduo diante das adversidades da vida mundana, podemos dizer que o homem é o instrumento supremo do G.'.A.'.D.'.U.'. e como tal a sua função é construir o Templo Moral, mas não como faziam os antigos pedreiros que construíam e trabalhavam com pedras, mas sim um Templo da virtude, um Templo espiritual, onde ele pudesse expressar a sua individualidade e o seu génio.

O Apóstolo São Pedro disse o seguinte...

(Vós sois pedras vivas que Deus usa para construir um templo espiritual.” (1Pedro,2;5), Também encontramos as palavras do Apóstolo São Paulo neste comentário (“Vocês não sabem que são o templo de Deus e que o espírito de Deus habita em vocês. Paulo,1Cor.3:16)

Esses comentários bíblicos são mais que adequados, pois um dos objetivos do Maçom é construir um templo à virtude para que o Eterno O G.A.D.U. de todo o Universo. 

Entenda-o como um Templo (Toda a Humanidade).

Por outro lado, o companheiro maçom deve colocar todo o seu esforço para avançar no caminho, obviamente, o seu crescimento se dará pela sua força de vontade, interesse e diligência no seu trabalho. 

A loja, por outro lado, deve incentivar o desenvolvimento do indivíduo rumo à sua própria realização, uma vez que deve dedicar seus esforços ao estudo e à meditação constantes.

(Estudar é aprofundar-se nas matérias ensinadas na licenciatura. Nunca seria a simples leitura litúrgica da qual não se pode extrair muito sem uma interpretação adequada da mesma)

Alegoricamente, gosto sempre de dizer que este estado de Companheiro pertence à assimilação da Luz, sendo o de Aprendiz o descoberto, o Companheiro do Ofício, já é o trabalhador qualificado e um homem viril, disposto a aceitar as responsabilidades que a vida traz consigo, sabendo que quanto mais aprender através da busca constante pelo conhecimento e pela verdade, maiores serão suas conquistas na vida.

Enquanto o Aprendiz trabalha com a borda do Avental levantada, o companheiro veste seu avental cuja queda está abaixada, inserida dentro dele, podendo expressar de forma simbólica que a consciência começou a despertar em meio aos vícios, representados pelo quadrado, os elementos que compõem a matéria, ou seja, que o Candidato passa a dominar parcialmente seus instintos e desejos materiais.

A palavra companheiro remonta ao latim vulgar compania, que por sua vez vem de cumpanis, uma combinação da preposição cum, que significa “com”, e do substantivo panis, que significa “pão”.

Portanto, a tradução literal de companheiro é “aquele que parte o pão” ou “aquele que partilha o pão”.

Este termo tem um significado profundo e humano, pois implica uma relação de camaradagem e fraternidade. 

Historicamente, tem sido associado a situações em que as pessoas se reuniam para compartilhar alimentos, simbolizando um vínculo que vai além da simples companhia física.

A primeira aparição documentada do termo em espanhol encontra-se nas (Glosas Silenses), anotações feitas por monges no século XI. 

Desde então, a palavra evoluiu e foi usada em vários contextos, incluindo o seu uso na Idade Média para se referir a guildas e corporações de trabalhadores, onde “camaradas” eram aqueles que trabalhavam juntos num comércio.

As ferramentas do grau são: 

No Rito da Emulação, são o quadrado. o nível e o fio de prumo. 

No Rito Escocês Antigo e Aceito, o cinzel, o martelo, a régua, o esquadro e o compasso. 

Estas variantes de um Rito para outro não são importantes, pois para distribuir as ferramentas entre os três graus, os ritualistas não seguiram uma ordem específica e estrita.

A praça é a segunda das três grandes luzes que iluminam a pousada. 

A primeira é a Lei Sagrada (a Bíblia) e a terceira é a bússola. 

O quadrado simboliza a retidão e a moralidade, por isso seus braços são rígidos (daí a expressão: viva de acordo com o quadrado). 

Viver retamente de acordo com a Lei Moral.

Numerosos túmulos de arquitetos da Idade Média são representados pelo esquadro e pelo compasso (associados), mas com um significado puramente operacional ou talvez (nem tanto), pois é um fato comprovado que as ferramentas eram veneradas pelos antigos como símbolos morais desde os tempos antigos, (recomend-se a história dos antigos patronos da Maçonaria Operativa, (Os Quatro Santos Coroados). 

Fora da Maçonaria, esses símbolos são encontrados em outras culturas, como na filosofia chinesa, com o mesmo significado moral.

O nível simboliza a igualdade, pois todos devemos tratar-nos igualmente, com base no respeito e na tolerância. 

Por outro lado, o fio de prumo simboliza a vertical hierárquica, a lei divina e a gravidade, é a essência de Deus que desce do alto, a quem devemos reconhecimento, amor e respeito, e é inseparável do nível, o equivalente ao fato de sermos todos filhos Dele, o que nos torna todos irmãos e que diante do Eterno não há diferenças de raças ou crenças religiosas, pois ELE dá tratamento igual a todos os Seus filhos, porque Ele derruba a igualdade e a justiça através do fio de prumo em linha reta caminho, isto é, do alto, do Criador ou Grande Arquiteto do Universo, que nos torna todos iguais em sua presença, ensinando-nos o equilíbrio que devemos manter em todos os tipos de situações, pois é normal encontrarmos o bem e o mal em nossas vidas, mas o trabalho essencial do companheiro maçom é não se perder entre os vícios que entorpecem a alma e encontrar o caminho reto que o fará ascender à maestria.

O Companheiro deve tornar-se um exemplo vivo para os aprendizes, auxiliá-los no seu trabalho e respeitar o seu Venerável Mestre.

Uma vez alguém comentou...

Ó SENHOR...!!!

VOCÊ ME ENVIOU A ESTE MUNDO COM A CABEÇA VAZIA, TRAGO PARA VOCÊ CHEIO DE CONHECIMENTOS ÚTEIS E ELEVADORES.

À GLÓRIA DO GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO!

Página Oficial I AM MASON (Compartilhe Conhecimento) por M:.M:.K:.


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