GRAU 30 REAA


30o ANO DA MAÇONARIA: 
CAVALEIRO KADOSH (RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO)

O Trigésimo Grau, conhecido como Cavaleiro Kadosh (ou Cavaleiro da Águia Branca e Negra), é um dos graus mais famosos, profundos e muitas vezes mal interpretados de toda a Maçonaria. 

Representa o auge e o encerramento dos Graus Filosóficos (Conselhos de Cavaleiros Kadosh). 

A palavra hebraica Kadosh significa "Santo", "Separado" ou "Consagrado". 

Aqui eu explico suas principais características:

A Águia Bicéfala Preta e Branca
O símbolo por excelência deste grau é uma águia de duas cabeças, uma branca e outra negra. 
Esta figura majestosa representa as dualidades do universo (luz e escuridão, espírito e matéria) e o equilíbrio perfeito que o cavaleiro deve alcançar. 
Também simboliza a vigilância constante, olhando tanto para o passado (para aprender com a história) quanto para o futuro (para prevenir tiranias).

A "Vingança" Filosófica: 
A lenda central lembra a injusta perseguição e execução dos Cavaleiros Templários (especialmente o seu Grão-Mestre, Jacques de Molay) pelas mãos do Rei Filipe IV da França (a tirania política) e do Papa Clemente V (a tirania espiritual). 
O grau fala de "vingança", mas não é vingança de sangue nem literal. 
A vingança maçônica é a vitória da educação sobre a ignorância, da liberdade sobre a opressão e da justiça sobre o despotismo.

A Guerra contra os Dois Grandes Inimigos: 
O Cavaleiro Kadosh faz um juramento solene e inabalável de lutar ao longo da sua vida contra as duas forças que escravizam a humanidade: a ambição desmedida do poder terreno (os ditadores e tiranos) e o fanatismo dogmático (qualquer instituição que tente acorrentar a liberdade de pensamento e consciência).

A Escada Mística: 
O candidato deve subir e descer por uma escada alegórica que representa conhecimento e virtude. 
Ele sobe para adquirir as mais altas verdades filosóficas, científicas e espirituais, mas deve descer de volta ao mundo real para aplicar esse conhecimento em favor da sociedade. 
Filosofia não adianta se não virar ação.

O Guerreiro Prático: 
Para trás fica a pura contemplação. Kadosh é um grau de ação pura. 
Exige que o maçom seja um defensor ativo, corajoso e incorruptível dos Direitos Humanos, disposto a sacrificar-se e enfrentar qualquer perigo para proteger os fracos e garantir a liberdade de todos.

Em resumo, o Trigésimo ano consagra o maçom como um paladino da liberdade absoluta. 

Ensina-nos que a verdadeira santidade (Kadosh) não é alcançada rezando no isolamento, mas tendo a coragem de enfrentar a injustiça frente a frente, derrubando os pilares da opressão e trabalhando incansavelmente para construir uma sociedade onde a humanidade possa viver em paz, livre de medos e dogmas.

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