De acordo com as pesquisas do ilustre Albert G. Mackey, a veneração que os discípulos de Pitágoras professavam pela letra grega gama (Γ) nasceu precisamente de ser esta a inicial da palavra Geometria
(γεωμετρια).
Para os pitagóricos, a Geometria não era apenas uma disciplina matemática, mas a base de todo o seu sistema de instrução moral e científica, considerando-a um meio infalível para deduzir a razão de todos os pensamentos e ações.
Os pitagóricos consideravam a Geometria como uma das quatro divisões da matemática (juntamente com a aritmética, música e astronomia), essenciais para abstrair a alma do sensível e prepará-la para contemplar o bom e o inteligível, dizia-se que "Deus geometriza continuamente", o que convertia a esta ciência em uma revelação da Mente Eterna e um caminho direto para a Verdade Divina.
Mackey salienta que a adoção da letra "G" nas Logias modernas (especialmente as de língua inglesa) é uma evolução ou, em certos casos, uma "substituição" desse antigo respeito pela Geometria, mas Mackey alerta dois pontos fundamentais para o iniciado:
O "G" moderno é, na verdade,
um símbolo de um símbolo.
Substitui a letra hebraica yod (yod), que é a inicial de Jeová (o Tetragrammaton) e que os antigos judeus colocavam dentro de um triângulo para representar o Nome Inefável.
Diferente da ciência da Geometria, que é universal, o uso da inicial "G" (ou "Gama") é limitado a línguas onde a palavra para "Deus" ou "Geometria" começa com essa letra, perdendo sua força em outras línguas.
Geometria é sinônimo de autoconhecimento, nos ensinam que:
É o plano principal sobre o qual se ergue a superestrutura da Maçonaria.
Simboliza a compreensão da substância básica do nosso ser e suas potencialidades.
Representa a harmonia e a ordem que o iniciado deve estabelecer no seu próprio templo moral para que seus atos coincidam com a justiça da divindade.
O ensino em concreto é esta:
A letra que vemos no Oriente nos lembra que o segredo dos nossos antecessores era um segredo geométrico.
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