“Preparar-se para mandar” significa desenvolver virtudes como escuta, empatia e julgamento prudente. Liderança maçônica não se impõe: conquista-se servindo e obedecendo primeiro.
Em “A Bridge to Light”, Hutchens explica que obediência não é submissão passiva, mas sim um exercício voluntário de disciplina e autodominio.Aprender a obedecer significa reconhecer que aquele que não soube seguir ordens justas não tem a humildade e a perspectiva necessárias para liderar.
Essencialmente, a frase resume o paradoxo do líder inicático: a verdadeira autoridade nasce da capacidade prévia de se submeter à lei, à tradição e à razão.
Albert Pike em "Moral e Dogma", diz-nos que "A Força, não regulada ou mal regulada, não é apenas desperdiçada no vácuo... mas é destruição e ruína. É o vulcão, o terremoto, o ciclone, não crescimento e progresso”.
Esta “força” pode ser entendida como vontade, poder pessoal ou capacidade de comando.
Para ser construtiva, Pike ensina que deve ser regulamentada pelo Intelecto e governada pela Regra do Direito e da Justiça.
Dentro da moldura de Pike, aprender a obedecer é regular a própria força.
Não se trata de uma submissão cega, mas sim do desenvolvimento do autodominio necessário para que o poder pessoal não se torne tirania.
Pike avisa que:
“A força cega do povo deve ser administrada e governada”.
Esta administração começa por si mesmo.
O maçom que aspira a mandar deve primeiro mostrar que pode submeter a sua vontade à lei, tradição e razão.
Para Pike,
aquele que não aprendeu a obedecer
nunca poderá mandar justamente, porque:
A obediência ensina humildade,
ausente no tirano que "bate sem sentido".
A obediência cultiva a reflexão, permitindo que o intelecto guie a força.
A obediência revela o propósito superior do poder: a melhoria da gênero humana, não o benefício pessoal.
Como salienta o próprio Pike, quando a força, guiada pelo intelecto e regulada pela justiça, se combina com a verdade e o amor, então “a grande revolução preparada desde o tempo imemorial começa”.
Do ponto de vista de “Moral e Dogma”, mandar não é um privilégio, mas uma responsabilidade que se conquista através do domínio de si mesmo. Obediência não é o objetivo, mas o cadinho onde o verdadeiro líder é forjado.
Como resume Pike: o poder só é legítimo quando “segue as linhas traçadas pela Regra sustentada pela sabedoria e inteligência”.
"... o maçom deve dominar os impulsos de sua vontade, na ânsia de ser responsável pelo seu desenvolvimento pessoal e dono do seu futuro... "
32° Samal Legrad
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