A ÁGUIA DO REINO INTERIOR



Em todas as épocas, a humanidade procurou o mesmo tesouro - não ouro, não poder, não status, mas o despertar do Princípio Divino interior.

Muito antes de existirem organizações, sociedades ou tradições modernas, os sábios antigos ensinavam que todo homem e mulher carrega dentro de si duas naturezas: 
a terra e a celestial, 
o eu inferior e o eu superior. 

A Grande Obra sempre foi a arte de trazer essas forças para a harmonia.

A águia de duas cabeças encontrada em muitas tradições não é apenas um símbolo maçônico. 

É um antigo emblema de consciência expandida. Uma cabeça olha para o passado, tirando sabedoria da experiência. 

O outro olha para o futuro, guiado pela visão e propósito. Entre eles está o presente eterno - o único lugar onde a verdadeira transformação pode ocorrer.

A coroa representa domínio sobre os próprios pensamentos, emoções e impulsos.

As asas simbolizam a elevação espiritual - a capacidade de se elevar acima do medo, raiva, divisão e ilusão.

A luz acima nos lembra que a Verdade sempre esteve presente, esperando aqueles que estavam dispostos a buscá-la.

Quer se estude Hermética, escolas de mistério antigas, filosofia, alquimia, maçonaria, Cabalá, tradições orientais ou simplesmente as lições da própria vida, a mensagem permanece notavelmente semelhante:

Conhece-te a ti mesmo. 
Domine-se a si mesmo. 
Eleva-te a ti mesmo.

O verdadeiro templo não é feito de pedra.
Está construído dentro de si.

Todo desafio se torna uma pedra.
Toda lição se torna uma ferramenta.

Cada ato de auto domínio torna-se mais um passo em direção à sabedoria.

A Grande Obra pertence a todos os que procuram sinceros — mulheres e homens — pois a alma não reconhece títulos, fileiras ou divisões.

A questão não é se a Luz existe.
A questão é se estamos dispostos a ficar conscientes o suficiente para ver isso.

Que lição do seu passado se tornou uma das suas maiores fontes de sabedoria hoje?

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