Uma Egrégora não se fortalece apenas porque várias pessoas se reúnem no mesmo lugar.
Reunião física não é suficiente.
A partir de diferentes correntes inicáticas, a construção egregórica requer intenção, atenção e disciplina interior.
Por isso, antes de participar em um trabalho de Loja, o iniciado deveria procurar deixar fora do Templo todo o pensamento profano que perturbe a harmonia do todo: vaidade, vingança, inveja, orgulho ou desejo de se impor sobre os outros.
Porque todo pensamento levado ao trabalho comum se torna uma força que participa na atmosfera da Sociedade.
Na Maçonaria consideramos importante lembrar que o trabalho inicático não começa quando o ritual é aberto, mas sim a partir da disposição interior com que cada membro chega a ele.
Não é a mesma coisa assistir por hábito que assistir com consciência.
Não é o mesmo repetir palavras que compreendê-las. Não é o mesmo ocupar um lugar que contribuir verdadeiramente para a obra.
A construção consciente da Egrégora exige preparação prévia, estudo, silêncio interior, respeito pelo ritual e vontade sincera de trazer algo útil ao conjunto.
Cada intervenção deverá assegurar clareza.
Cada palavra deve buscar harmonia.
Todo pensamento deve ser orientado para um fim elevado.
Quando os membros de uma Sociedade trabalham desta maneira, a Egrégora deixa de ser uma consequência inconsciente e começa a se tornar uma obra direcionada.
Uma construção alimentada não pela improvisação, mas pela vontade desperta daqueles que compreendem a responsabilidade de participar nela.
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