Se o pensamento é a semente de toda construção egregórica, então a Sociedade é o terreno onde essa semente pode crescer e se fortalecer.
As tradições inicáticas ensinaram durante séculos que nenhuma Egrégora surge apenas das ideias isoladas de uma pessoa.
Seu desenvolvimento requer a participação constante de indivíduos que compartilham um propósito, uma visão ou um ideal comum.
Por esta razão, as antigas escolas filosóficas, espirituais e inicáticas atribuíram tanta importância à reunião periódica dos seus membros.
Não se tratava apenas de transmitir conhecimento, mas de manter viva uma corrente de pensamento partilhada.
Na Maçonaria com Consciência costumamos lembrar que as instituições não são seus edifícios, seus documentos ou seus símbolos.
São as pessoas que as integram e os ideais que decidem sustentar dia após dia.
Quando uma Sociedade trabalha em harmonia, estuda honestamente e direciona seus esforços para um objetivo elevado, fortalece-se aquilo que a une.
Pelo contrário, quando predominam a divisão, o egoísmo, a indiferença ou os conflitos permanentes, a coesão do grupo começa a enfraquecer.
Além das interpretações esotéricas, existe uma realidade evidente: as Logias desenvolvem uma identidade própria.
Com o tempo, eles adquirem uma cultura, uma forma de pensar, uma forma particular de compreender o mundo e uma memória coletiva que transcende aqueles que originalmente lhes deram vida.
Talvez por isso as antigas tradições consideravam que cada loja era responsável por aquilo que alimentava com seus pensamentos, palavras e ações.
Porque tudo o que se sustenta por anos acaba deixando uma marca...
E toda pegada compartilhada acaba se tornando herança para aqueles que virão depois.
E toda pegada compartilhada acaba se tornando herança para aqueles que virão depois.
Comentários
Postar um comentário