A influência da Egrégora sobre seus membros

 

Se uma Egrégora é construída pelos pensamentos, emoções, ideais e ações daqueles que integram uma comunidade, surge então uma pergunta inevitável:

A influência ocorre em uma única direção?
As tradições iniciais dizem que não.

Assim como os membros de uma Sociedade contribuem diariamente para a construção da sua Egrégora, eles também recebem a influência daquilo que ajudam a criar.

Na Maçonaria, costumamos lembrar que toda comunidade acaba transmitindo algo para aqueles que fazem parte dela. Ideias compartilhadas, hábitos, valores e a forma de compreender o mundo acabam moldando pouco a pouco o caráter dos seus membros.

Por isso, as antigas escolas iniciais atribuíram uma enorme importância à qualidade dos pensamentos, palavras e ações que cada membro contribuía para o conjunto.

De uma perspectiva simbólica, a Egrégora age como uma corrente que fortalece aquilo que a comunidade alimenta constantemente.

Se predominarem o estudo, a fraternidade, a disciplina e o respeito, esses mesmos princípios tenderão a se fortalecer naqueles que participam da obra comum.

Mas se predominarem a indiferença, a divisão, o egoísmo ou a ausência de propósito, a influência coletiva também acabará por refletir essas condições.

Além de qualquer interpretação esotérica, existe uma realidade que todos podemos observar:

As pessoas acabam parecendo os ambientes que frequentam.
Eles adotam hábitos.
Eles partilham linguagens.
Incorporan formas de pensar.

E, gradualmente, eles se tornam parte de algo maior do que elas mesmas.

Talvez por isso os antigos iniciados consideravam a construção de uma Egrégora uma responsabilidade partilhada.

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