"Ame os bons, compadeça os fracos, fuja dos maus, mas não odeie ninguém. "
Entre as numerosas máximas que iluminam o caminho inicático, poucas contêm tanta profundidade moral e filosófica quanto este antigo ensino.
Nela encontramos uma síntese perfeita da conduta que deve observar todo maçom no seu trânsito pela vida: um convite para cultivar a virtude, praticar a compaixão, exercer a prudência e banir o ódio do nosso coração.
“Ame os bons” não significa amar apenas aqueles que pensam como nós, mas reconhecer e valorizar a virtude onde quer que ela se manifeste.
O amor maçônico é fraterno; nasce do respeito aos que trabalham para o bem, a justiça e a verdade.
Amar os bons é fortalecer a luz que existe no mundo, pois toda virtude reconhecida inspira novas virtudes.
“Compadece os fracos” nos lembra que a força não consiste em dominar, mas em estender a mão.
A fraqueza pode manifestar-se de muitas maneiras: na pobreza, na ignorância, no sofrimento ou no erro.
O verdadeiro iniciado não zomba de quem caiu nem se engrandece perante quem luta; pelo contrário, compreende que somos todos aprendizes na grande escola da existência e que amanhã poderíamos ocupar o lugar daquele que hoje ajudamos.
“Fuja dos maus” encerra um ensino de prudência.
A Maçonaria não exige que nós combatamos todas as sombras que encontramos, mas sim que ela penetre em nosso espírito.
O mal costuma disfarçar-se de ambição desmedida, fanatismo, corrupção ou egoísmo.
Ficar longe dessas influências não é covardia; é sabedoria.
Assim como o construtor protege suas ferramentas para que não se deteriorem, o maçom deve proteger sua consciência para que não se contamine.
Mas a frase atinge sua máxima elevação com o ensino final:
“Mas não odeies ninguém.”
Aqui está a pedra angular da máxima.
O ódio é uma prisão invisível que prende primeiro quem sente.
Corrói o julgamento, obscurece a razão e destrói a serenidade interior.
O maçom pode condenar ações injustas, afastar-se do vício e rejeitar o mal, mas nunca deve permitir que o ódio crie raízes na sua alma.
A diferença é profunda:
podemos combater o erro sem odiar o errado;
podemos rejeitar o vício sem desprezar o ser humano; podemos nos afastar do mal sem nos tornarmos reflexo daquilo que combatemos.
Na construção do Templo Interior, cada sentimento é uma pedra.
O amor fortalece as paredes, a compaixão embeleza as colunas, a prudência protege as portas e a ausência de ódio permite que a luz do Grande Arquiteto do Universo ilumine cada canto da nossa consciência.
O ódio divide, a fraternidade une.
O ódio destrói; o amor constrói.
O ódio escurece; a compreensão ilumina.
Que esta postagem
não permaneça apenas
em nossos rituais ou leituras,
mas que se torne um guia vivo
para nossas ações diárias.
Porque o verdadeiro maçom não se distingue pelas palavras que pronuncia, mas pela nobreza com que vive.
E quando o mundo nos convidar ao rancor, lembre-se que a maior vitória não está em vencer os outros, mas em impedir que o ódio vença dentro de nós.
Assim, pedra após pedra,
construiremos um templo mais digno
no nosso coração e uma humanidade mais fraterna sob o cofre celeste.
Comentários
Postar um comentário