As três grandes vertentes maçônicas mais conhecidas no cenário internacional nasceram em contextos diferentes e desenvolveram formas próprias de interpretar a tradição iniciática, mantendo estruturas e princípios próprios.

A Grande Loja Unida da Inglaterra, fundada em 1717, é considerada a principal referência da maçonaria anglo-saxônica.

Defende a crença obrigatória em um Ser Supremo, trabalha de forma tradicional e mantém reconhecimento com milhares de Grandes Lojas ao redor do mundo.

Estima-se que existam cerca de 6 milhões de maçons ligados a essa linha no mundo, sendo aproximadamente 200 mil apenas na Inglaterra.

O Grande Oriente da França, criado em 1773, tornou-se a principal referência da maçonaria liberal ou continental.

Possui maior liberdade filosófica e não exige obrigatoriamente uma profissão de fé religiosa.

Conta com cerca de 55 mil membros na França e influência em dezenas de países.

Já o Grande Oriente Lusitano, tradicionalmente associado ao modelo adogmático e misto em parte de suas relações contemporâneas, é uma das mais antigas instituições maçônicas da Península Ibérica.

Em Portugal reúne alguns milhares de membros e mantém diálogo com diferentes correntes maçônicas internacionais.

No Brasil, essas tradições aparecem representadas por diferentes obediências e formas de trabalho, com destaque para a Grande Oriente do Brasil, as diversas Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (Grandes Lojas estaduais) e também corpos independentes ligados à tradição liberal e mista.

Cada uma possui origem histórica, rituais e organização próprios.

Todas carregam uma herança maçônica legítima dentro das regras e critérios adotados por suas respectivas tradições e reconhecimentos.




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