O CORPO E OS NÚMEROS SAGRADOS

 


A coluna vertebral humana é habitualmente formada por 33 vértebras: 7 cervical, 12 torácicas, 5 lombares, 5 sacras fundidas e 4 cocígeas, também fundidas na maioria dos adultos.

Desde a anatomia, esta distribuição permite sustentar o corpo, proteger a medula espinhal e tornar possível grande parte do nosso movimento. 

No entanto, diferentes correntes esotéricas encontraram nestes números uma leitura simbólica muito mais profunda.

O número 33 foi associado aos graus do Rito Escocês Antigo e Aceito, bem como à idade tradicionalmente atribuída a Cristo no momento da sua morte. 

Sob esta interpretação, cada segmento da coluna representaria um estágio dentro da ascensão da consciência.

O sacro, localizado na base da coluna, possui uma forma como uma pirâmide invertida. 

Seu nome vem do latim os sacrum, “osso sagrado”, denominação que favoreceu que diferentes escolas o ligassem à origem de uma força latente destinada a elevar-se para regiões superiores do corpo.

Algumas leituras numerológicas também multiplicam as 33 vértebras em seus dois lados, obtendo o número 66. 

A partir daí, estabelecem parcerias com o número 6 tradicionalmente ligado ao ser humano em certas interpretações bíblicas por ter sido criado no sexto dia.

O 66 também está relacionado com o número de livros contidos no cânone protestante da Bíblia. 

Juntando-lhe novamente o 6 obtém-se 72, número que aparece frequentemente dentro de tradições cabalísticas, angelológicas e esotéricas.
Na Maçonaria consideramos indispensável esclarecer que essas correspondências não pertencem à anatomia médica nem constituem demonstrações científicas. 

São associações simbólicas e numerológicas através das quais diferentes correntes tentaram representar a ligação entre o corpo humano, o conhecimento inicático e a ordem espiritual.

O valor destes números não está necessariamente em tomá-los literalmente, mas sim em compreender as ideias que eles procuram transmitir.

O corpo como templo.
A coluna como eixo.


E cada grau como uma etapa do trabalho interior.

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