O Eixo do Tempo (Ron C. Nischwitz Sr.)


 O tempo e a morte são os dois grandes mistérios que acompanham todas as vidas humanas...

Silencioso...
Imparcial...
e imparável...

Eles permanecem como colunas invisíveis apoiando o vasto templo da nossa existência...

A maçonaria ensina

que a vida é um edifício contínuo...

Cada dia uma pedra...
Cada escolha uma ferramenta...
Cada ato uma marca no templo interior...


No entanto, o tempo é o cinzel invisível a moldar-nos...
e morte a porta por onde todos os viajantes devem passar um dia...

Os antigos construtores alinhavam seus templos com o Sol...
sabendo que o tempo não era apenas horas...
mas um ritmo sagrado revelando a ordem do universo...

O nascer do sol falou sobre começos...
pôr do sol sussurrado de finais...

Assim, todo o dia se tornou uma lição na nossa própria jornada...

No Lodge...
O caminho do Oeste para o Leste espelha esta verdade...
Entramos pelas sombras do desconhecido...
e mova-se em direção à Luz...
mas a cada passo de iluminação...

Nós também nos aproximamos do momento em que o nosso trabalho terrestre termina...

Aos não iniciados...
A morte parece uma tragédia...

Para o Maçom...
É uma transição...
um limiar em vez de uma parede...

O verdadeiro medo é não morrer...
mas chegar ao fim sem nunca descobrirmos quem estávamos destinados a nos tornar...


Cada golpe na pedra bruta nos lembra que o tempo é limitado...

Cada reunião realizada é uma página virada no livro dos nossos dias...

Todo irmão que viaja para o Oriente Eterno deixa para trás um ensinamento silencioso...

O relógio nunca para...
Se soubéssemos quanto tempo resta...
viveríamos de forma diferente...

A maioria faria...
Pois a humanidade muitas vezes vive como se fosse imortal...
Adiando sonhos...
Adiando o propósito...
desperdiçando horas que não voltam mais...

No entanto, a morte caminha ao nosso lado desde o momento do nascimento...
não como um inimigo...
mas como professor...


O símbolo antigo do crânio não foi feito para aterrorizar...
mas para acordar...

Sussurra que os nossos nomes um dia desaparecerão...

Nossos passos desaparecem...
nossos bens passam para os outros...
O que resta...
Riqueza não...
Não títulos...
Não ambição...


Só o trabalho que deixamos no coração dos outros...
e o requinte da nossa própria pedra interior...

Assim os sábios entendem...
a morte não se encontra no fim da estrada...
acompanha cada passo...

E o tempo...
longe de ser um adversário...
é o instrumento sagrado que nos prepara para aquela passagem final...

O verdadeiro iniciado não resiste ao tempo nem teme a morte...

Ele caminha entre eles...
sabendo que cada momento é uma ferramenta...
cada dia uma chance irrepetível de se aproximar da Luz...

Para quando o Grande Arquiteto nos chamar à conta...
a questão não será quanto tempo vivemos...
mas o que construímos com o tempo que nos foi dado...

E talvez...
naquele momento final..
.
vamos descobrir que a morte não é o fim do eixo do tempo...

mas o início de uma jornada maior...

um caminho que se estende em direção às estrelas...
e os mistérios eternos do Oriente Infinito!

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