O tempo e a morte são os dois grandes mistérios que acompanham todas as vidas humanas...
Silencioso...
Imparcial...
e imparável...
Eles permanecem como colunas invisíveis apoiando o vasto templo da nossa existência...
A maçonaria ensina
Cada dia uma pedra...
Cada escolha uma ferramenta...
Cada ato uma marca no templo interior...
Os antigos construtores alinhavam seus templos com o Sol...
sabendo que o tempo não era apenas horas...
mas um ritmo sagrado revelando a ordem do universo...
O nascer do sol falou sobre começos...
pôr do sol sussurrado de finais...
Assim, todo o dia se tornou uma lição na nossa própria jornada...
No Lodge...
O caminho do Oeste para o Leste espelha esta verdade...
Entramos pelas sombras do desconhecido...
e mova-se em direção à Luz...
mas a cada passo de iluminação...
Nós também nos aproximamos do momento em que o nosso trabalho terrestre termina...
Aos não iniciados...
A morte parece uma tragédia...
Para o Maçom...
É uma transição...
um limiar em vez de uma parede...
O verdadeiro medo é não morrer...
mas chegar ao fim sem nunca descobrirmos quem estávamos destinados a nos tornar...
Todo irmão que viaja para o Oriente Eterno deixa para trás um ensinamento silencioso...
O relógio nunca para...
Se soubéssemos quanto tempo resta...
viveríamos de forma diferente...
A maioria faria...
Pois a humanidade muitas vezes vive como se fosse imortal...
Adiando sonhos...
Adiando o propósito...
desperdiçando horas que não voltam mais...
No entanto, a morte caminha ao nosso lado desde o momento do nascimento...
não como um inimigo...
mas como professor...
O símbolo antigo do crânio não foi feito para aterrorizar...
mas para acordar...
Sussurra que os nossos nomes um dia desaparecerão...
Nossos passos desaparecem...
nossos bens passam para os outros...
O que resta...
Riqueza não...
Não títulos...
Não ambição...
Só o trabalho que deixamos no coração dos outros...
e o requinte da nossa própria pedra interior...
Assim os sábios entendem...
a morte não se encontra no fim da estrada...
acompanha cada passo...
E o tempo...
longe de ser um adversário...
é o instrumento sagrado que nos prepara para aquela passagem final...
O verdadeiro iniciado não resiste ao tempo nem teme a morte...
Ele caminha entre eles...
sabendo que cada momento é uma ferramenta...
cada dia uma chance irrepetível de se aproximar da Luz...
Para quando o Grande Arquiteto nos chamar à conta...
a questão não será quanto tempo vivemos...
mas o que construímos com o tempo que nos foi dado...
E talvez...
naquele momento final...
vamos descobrir que a morte não é o fim do eixo do tempo...
mas o início de uma jornada maior...
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