O Ensinamento que define nossa realidade.

Desde pequenos, somos ensinados a enxergar o mundo dentro de certos limites e esquemas. 

Muito do que aprendemos na escola é apenas uma pequena parte do conhecimento existente.

E tudo o que entra em sua mente fica armazenado no inconsciente, moldando a maneira como você percebe a vida.

Se constantemente escuta que não pode, que é difícil, ou vê todos ao seu redor vivendo da mesma forma, acabará acreditando profundamente que essa é a única realidade possível.

Mas existem escadas do conhecimento.

Níveis de compreensão que expandem a consciência passo a passo.

À medida que sobe, você começa a perceber padrões antes ocultos. Compreende que a realidade possui ordem, estrutura e uma linguagem própria.

A geometria, os números, a astrologia, a música, as frequências…

Tudo está conectado.

Existe um conhecimento antigo e ancestral que sempre esteve aqui, esperando ser descoberto por aqueles que decidem olhar além do óbvio.

Nesta postagem, convido você a estudar esses ensinamentos que sempre existiram e são muito antigas. 

Neles encontram-se belas chaves que abrem portas para novos entendimentos desta realidade.

Abra sua mente!



Os degraus do templo maçônico, segundo a tradição do Rito Escocês Antigo e Aceito (REAA), são uma hierarquia que representa a progressão do aprendiz rumo à sabedoria e à perfeição moral. 

Cada degrau simboliza etapas de autodomínio, aprendizado e responsabilidade. Os degraus são:

Ocidente
Representa a força física e espiritual dos irmãos, simbolizando a união e a força entre eles.

Oriente

OS DEGRAUS NO TEMPLO MAÇÔNICO

Nosso blog vêm trazer um pouco mais sobre a arte maçônica por muitos desconhecidas,

Nos templos onde as lojas trabalham sob a égide do R∴E∴A∴A∴, existem DEZ degraus que expressam uma hierarquia, e nós Maçons, devemos procurar entender o significado da sua escalada, pois eles nos conduzem a uma liderança e, quando galgado por irmãos despreparados, levam a Loja á desarmonia.

Por unanimidade dos autores da literatura Maçônica, o degrau dos Vigilantes não tem nomes, os demais, segundo a maioria dos autores, possuem nomes com seus respectivos significados.

No Ocidente temos um degrau na mesa do Segundo Vigilante e dois na do Primeiro Vigilante, significando, portanto, uma hierarquia existente.

No Oriente temos, separando o Ocidente do Oriente quatro degraus. É o Oriente o lugar dos Mestres instalados que ali chegaram através de estudo, experiências e vivência maçônica.

O Primeiro, o da FORÇA, corresponde a todo o Ocidente da Loja e representa o conjunto da força física e espirituais dos Irmãos em torno do Venerável, e quanto mais unidos estiverem todos, mais forte será esse degrau. 

Seguem-se os três degraus seguintes entre as duas grades, pelo quais subimos para o Oriente.

O segundo degrau é o TRABALHO que corresponde, simbolicamente, ao Desbastar da Pedra Bruta, ao desbastar das nossas imperfeições no nosso caminho em busca da evolução. 
Significa também o trabalho de saber, conduzir uma loja mantendo todos os obreiros em harmonia, ainda significa o exercício honesto do trabalho das oitos horas diárias, para garantia do sustento digno para a nossa família.

O terceiro degrau é o da CIÊNCIA, que se consegue através do estudo. 
O aprendizado constante que leva a Sapiência ou Sabedoria. 
É o conhecimento das coisas e das causas que liberta o nosso espirito para entender a filosofia para que cultivemos o combate incessante á intolerância, á ignorância e ao fanatismo, é através da Ciência que Deus se manifesta onde o homem é seu instrumento.

O quarto degrau é o das VIRTUDES, que habita o Ocidente e os quatro cantos da Loja, cuja pratica é indispensável para a subida da Escada de Jacó, essa noção emblemática da nossa escola de Regeneração.

Nesse momento atingimos o oriente e para chegarmos ao Santo dos Santos, que esta por baixo do dossel, necessitamos de ascender mais três degraus, antes de sentarmos na Cadeira de Salomão.

O primeiro degrau é o da PUREZA de sentimentos e de conduta do próximo, sem subterfúgios, calunias, agindo com sinceridade e transparência, em todos os momentos da nossa vida, é o agir sem preconceitos e evitar a pratica do mal.

O segundo degrau é a da LUZ, a nossa opção contra as TREVAS. 
O caminho do bem, sempre pronto o combater o mal. A compreensão da sua existência sobre a terra. 
A abertura da inteligência a um nível mais alto. 
A iluminação do espirito e da consciência, o momento esperado quando vemos a Estrela Flamígera, apanágio de poucos. 
A Luz que nos invade o corpo e nos enche de alegria que nos conduz á presença do Criador.

O terceiro degrau é o da VERDADE, de onde julgaremos e onde seremos julgados por todos, e se passarmos sem mácula, através de um procedimento justo, exemplar e reto, faremos a Loja progredir e brilhar. 
Neste patamar da escalada evolutiva merecemos então receber o titulo de Venerável, aquele que deve ser honrado por sua Loja.


RESUMINDO...
Os degraus maçônicos no templo do Rito Escocês Antigo e Aceito (REAA) possuem profunda simbologia e função pedagógica, transcendendo a mera hierarquia física ou cerimonial. 
Eles representam etapas de crescimento moral, ético e espiritual do iniciado dentro da Maçonaria. 

A análise histórica e doutrinária, com base em autores como Albert Pike, Charles Evald Boller e Carlos Alberto Gonçalves, permite compreender seus significados centrais:

1. Natureza Simbólica dos Degraus

  • Cada degrau simboliza autodomínio, aprendizado e responsabilidade.
  • Servem como instrumento para a formação de liderança ética e servidora, reforçando valores de disciplina, humildade e amor fraterno.
  • A escalada dos degraus é uma metáfora da evolução moral e espiritual, guiando o maçom do estado de ignorância à perfeição interior.

2. Escada de Jacó

  • Um dos símbolos mais conhecidos da Maçonaria relacionados aos degraus é a Escada de Jacó.
  • Tradicionalmente possui três degraus principais, que simbolizam as Virtudes Teologais:
    • (representada pela Cruz)
    • Esperança (representada pela Âncora)
    • Caridade/Amor (representada pelo Cálice)
  • Esses degraus atuam como fundamentos indispensáveis para o progresso do Aprendiz, servindo de base para graus superiores.

3. Função Didática e Ética

  • No templo, os degraus também podem conduzir à representação simbólica de acesso do Ocidente ao Oriente ou até o trono do Venerável Mestre, indicando a ascensão do conhecimento e responsabilidade.
  • Ao avançar nos graus maçônicos, o iniciado aprende a polir sua “pedra bruta”, desenvolvendo virtudes e capacidades para se tornar um "cidadão consciente, disciplinado e cumpridor de seus deveres".

4. Reflexão Filosófica e Moral

  • A verdadeira escalada não é mera ocupação de cargos ou títulos, mas desenvolvimento pessoal: liderança pelo exemplo, serviço aos irmãos e à sociedade.
  • O simbolismo alerta contra vaidade pessoal e ambição, reforçando que os degraus devem refletir crescimento moral autêntico.

5. Interpretação Universais

  • Comparável a zigurates mesopotâmicos, a escada representa a passagem entre o plano terreno e o divino, com anjos ou forças superiores ascendendo e descendendo entre ambos.
  • Cada grau e degrau está associado a virtudes específicas, ensino filosófico ou moral, ajustando-se ao progresso individual do maçom, sempre em busca da Verdade, Luz e Caridade.

Conclusão...


Os degraus no templo maçônico simbolizam a ascensão ética, espiritual e econômica do indivíduo dentro da Maçonaria. 

São ferramentas pedagógicas e morais, auxiliando o iniciado a trilhar o caminho do autoconhecimento, disciplina, serviço fraterno e liderança pelo exemplo. 

Metaforicamente, subir um degrau significa elevar-se em virtude e responsabilidade, com os degraus fundamentais representando Fé, Esperança e Caridade como alicerces da evolução maçônica e humana.

Bibliografia recomendada inclui obras de Albert Pike (Morals and Dogma), Charles Evald Boller (Um Maçom em Construção Permanente), Carlos Alberto Gonçalves (A Doutrina Maçônica) e textos sobre a Escada de Jacó na tradição maçônica.


Comentários

  1. Há momentos em que a vida não oferece certezas, apenas a oportunidade de continuar.
    Nesses instantes, a fé se torna direção, os princípios se tornam apoio e a esperança mantém acesa a chama que nos impulsiona adiante.
    Nem sempre é preciso enxergar o fim da jornada; muitas vezes, basta confiar no próximo passo.

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