O SIMBOLISMO DO NÚMERO 11

 

O número 11 foi, no alvorecer da Maçonaria Especulativa, uma cadeira mística fundamental que coroou a progressão do conhecimento antes das reformas rituais do século XIX alterarem o seu lugar na nossa simbologia.
 
Nas antigas conferências de Preston, o onze representava a série final de degraus na escada de caracol do Companheiro, que originalmente consistia das séries de 3, 5, 7, 9 e 11.

Este antigo simbolismo foi posteriormente retirado do corpus maçônico. 

O simbolismo da Onze referia-se à fidelidade e prova do iniciado. 

Historicamente, o número 11 não foi uma escolha aleatória. 

Referia-se aos onze apóstolos fiéis que permaneceram após a traição de Judas Iscariotes a Jesus, além disso também representava os onze filhos de Jacó que ficaram em Canaã após a suposta perda de seu irmão José.

Devemos entender que a maçonaria do século XVIII conservava toda a religiosidade do passado, pois lutaram por um espaço laico e não por abolir a religião, hoje podemos percebê-lo em nossas oficinas, livros e liturgias.

Para continuar com o número a explicar o onze representa a integridade em meio à adversidade; ensina-nos que, embora um elo seja quebrado pela traição ou pelo vício, a estrutura moral deve ser mantida firme pela virtude dos que ficam. 

Na vida prática, você é aquele "Elo fiel" que sustenta a harmonia quando os outros fraquejam?.

Podemos observar como a escada de caracol tem variado significativamente ao longo do tempo. 

No século XVIII: 
Alguns traçados antigos mostravam apenas 5 ou 7 degraus. 

O Sistema Inglês de Preston ensinava um total de 36 degraus, divididos em séries de 1, 3, 5, 7, 9 e 11. (Sendo a 11a série final) 

No entanto, isto apresentava um problema filosófico: o total de 36 é um número par, violando o princípio pitagórico (adoptado pela Maçonaria) de que os números ímpares são mais perfeitos.

Isso trouxe como consequência uma reforma, a Reforma de Hemming (1813): Após o Acto da União na Inglaterra, o Dr. Hemming suprimiu a série de 11 degraus. 

O objetivo foi duplo: assegurar que o total fosse um número ímpar e eliminar interpretações consideradas demasiado sectárias ou religiosas para uma instituição de carácter universal. 

Assim triunfa o Quinze: 
O Nome Divino

No sistema que finalmente se consolidou, especialmente nos Estados Unidos, o número de degraus caiu para quinze, divididos nas séries de 3, 5 e 7. 

Este número de 15 degraus não foi escolhido apenas por ser ímpar, mas por seu profundo valor esotérico: Era o valor Numérico de Deus. 

Na Cabbalah, ciência que permeou a maçonaria desde séculos atrás, o número 15 é o valor numérico das letras do nome sagrado Jah (Yah), uma forma de tetragramaton.

Os antigos orientais consideravam o 15 como um talismã sagrado, representado num quadrado onde os números de 1 a 9 somavam 15 em qualquer direção. 

Por isso podemos ver este número no final da escada de Jacob ou no meio do Triângulo como Yah.

Quando aprendemos verdadades autênticas compreendemos além do que está na superfície, a transição de 11 para 15 nos ensina que nossa construção não é estática, mas uma evolução para a plenitude. 

Subir os degraus significa passar do material (o corpo e os 5 sentidos) para o intelectual (as 7 artes liberais) para finalmente alcançar o Centro onde mora o Divino.

Fonte: 
Ilustre Irmão Albert Gallatin Mackey 
e conferências Prestonianas das Logias Inglesas.

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