O Templo como morada da Egrégora

 


Se a Sociedade constitui o corpo visível de uma tradição inicática, o Templo representa o espaço onde essa corrente de pensamento encontra uma maneira de se manifestar e se fortalecer.

Por esta razão, muitas tradições consideraram que os locais dedicados ao trabalho espiritual, filosófico ou iniciático possuem uma importância que vai além da sua utilidade prática.

Do ponto de vista egregórico, o Templo não é apenas um prédio ou uma sala de reuniões. 

É o lugar onde convergem os pensamentos, as emoções, os ideais e aspirações daqueles que nele trabalham.

Na Maçonaria com Consciência costumamos lembrar que os espaços acabam refletindo o que acontece constantemente dentro deles.

Um lugar dedicado ao estudo, respeito e reflexão gera uma atmosfera muito diferente daquela produzida pela indiferença, desordem ou conflito permanente.

Por isso, as antigas escolas iniciais atribuíam grande importância ao cuidado dos seus templos.

Limpeza, harmonia, beleza, iluminação e ordem não eram considerados simples ornamentos, mas elementos que contribuíam para criar um ambiente propício para o trabalho interior.

Além das interpretações esotéricas que cada pessoa pode aceitar ou rejeitar, existe uma realidade facilmente observável:

Lugares conservam memória.

Todos nós experimentamos espaços que inspiram tranquilidade, respeito ou recolha, assim como outros que geram desconforto ou tensão sem que possamos explicar claramente a razão.

As tradições inicáticas interpretaram este fenômeno como uma consequência natural de tudo o que as pessoas depositam em um lugar através de seus pensamentos, emoções e ações repetidas ao longo do tempo.

Talvez por isso o templo tenha sido considerado mais do que um recinto físico.

Foi visto como o lar simbólico de uma construção coletiva alimentada geração após geração.


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