Na maçonaria,
San João representa o equilíbrio cósmico,
a dualidade da natureza humana e
o caminho para a iluminação espiritual.
Os maçons não veneram os santos como figuras religiosas ou de culto, mas adotam suas identidades como símbolos filosóficos e astronômicos.
A tradição maçônica não se refere a um único São João, mas a duas figuras complementares conhecidas como os "Santos João":
São João Batista e São João Evangelista.
A dualidade dos dois Juanes.
Os dois santos encarnam princípios opostos e complementares indispensáveis ao crescimento do iniciado:
São João Batista:
São João Batista:
Simboliza o zelo apaixonado, força motriz, ação externa e processo de evolução.
Representa o homem físico que prepara o caminho para a purificação moral.
São João Evangelista:
Simboliza conhecimento profundo, introspecção, sabedoria espiritual, contemplação e involução (o retorno do espírito à sua origem).
Relação com os Solstícios e Astronomia.
As festividades de ambos os santos coincidem com os marcos astronômicos que marcam o ritmo da Terra:
24 de junho (São João Batista):
Coincide com o solstício de verão no hemisfério norte. É o dia com maior luz solar, representando a plenitude e a força da natureza.
27 de dezembro (São João Evangelista):
Coincide com o solstício de inverno no hemisfério norte. É a noite mais longa, simbolizando a escuridão que convida à reflexão interna e ao renascimento da luz.
Origem do nome "Logias de San Juan"
Etimologicamente, o nome Juan está associado ao vocábulo latino Janua, que significa "porta".
Isto liga diretamente ao deus romano Janus, a divindade das duas faces que guardava as transições, os inicios e os finais, bem como as "portas solsticiais".
Ao cristianizarem-se as antigas confradias de construtores (maçonaria operacional), a figura de Janus foi substituída naturalmente pela dos dois João.
Por esta razão,
as oficinas da maçonaria
simbólica tradicional
recebem historicamente
o nome genérico de Logias de San Juan.
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