"Trabalhar pela loja ou ser dono dela"...



A frase "trabalhar pela loja ou ser dono dela" pode ser entendida como uma reflexão sobre compromisso, responsabilidade e pertencimento.

No contexto maçônico, trabalhar pela Loja significa dedicar tempo, esforço e conhecimento para o fortalecimento da oficina, contribuindo para o crescimento dos irmãos e para a realização dos ideais da Ordem. 

Já ser dono da Loja representa um equívoco, pois nenhuma Loja pertence a um indivíduo; ela é uma instituição coletiva, construída e sustentada por todos os seus membros.

A verdadeira liderança maçônica 
não se manifesta pelo sentimento de posse, mas pelo espírito de serviço. 

Quanto maior o cargo ou a responsabilidade, maior deve ser a disposição para servir. 

O irmão que trabalha pela Loja busca o bem comum; o que age como dono corre o risco de colocar interesses pessoais acima dos princípios da fraternidade.

Assim, a pergunta convida à reflexão:

Estou servindo à Loja com humildade e dedicação, ou tentando fazer dela uma extensão da minha vontade?

A tradição maçônica ensina que a Loja é patrimônio moral de todos os irmãos e das gerações futuras. 

Somos seus guardiões temporários, 
nunca seus proprietários!

Comentários

  1. QUEM TRABALHA PELA LOJA NÃO É DONO DELA

    A expressão “dono da Loja” é uma das frases mais injustas que podem circular dentro de uma Oficina.

    Muitas vezes, ela não é dita contra quem quer mandar demais.
    É dita contra quem trabalha demais.

    Há Irmãos que chegam cedo, saem tarde, organizam eventos, resolvem problemas, ajudam na secretaria, acolhem visitantes, orientam Aprendizes, cuidam da harmonia e se colocam à disposição da Loja.

    E, em vez de receberem apoio, escutam:

    “Está se achando dono da Loja.”

    Mas servir com afinco não é querer mandar.
    Assumir responsabilidades não é vaidade.
    Zelar pela Oficina não é autoritarismo.

    O verdadeiro perigo não está no Irmão que trabalha.
    Está em quem quer controlar sem servir, criticar sem ajudar, mandar sem construir e aparecer sem se comprometer.

    A Loja não pertence ao Venerável, aos Past Masters, aos cargos, aos grupos, aos mais antigos ou aos mais influentes.

    A Loja pertence à Ordem, à sua história, aos seus princípios e aos Irmãos que a sustentam com trabalho, lealdade e fraternidade.

    Toda Loja tem Irmãos que carregam peso maior.
    E muitas vezes carregam não porque querem aparecer, mas porque alguém precisa fazer.

    O problema é que quem faz incomoda quem se omite.
    Quem trabalha revela, sem querer, a ausência de quem apenas observa.

    Antes de chamar um Irmão trabalhador de “dono da Loja”, talvez a pergunta correta seja:

    Eu estou ajudando a construir ou apenas fiscalizando quem está construindo?

    Porque é fácil criticar.
    Difícil é chegar junto, dividir a carga, assumir tarefa, cumprir prazo e servir sem aplauso.

    Ninguém deve ser dono da Loja.
    Mas todo maçom deveria se sentir responsável por ela.

    Existe uma grande diferença entre querer ser dono e amar tanto a Loja que não se consegue vê-la abandonada.

    Servir com afinco não é vaidade. É compromisso.

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