O que se entende por "tornar a humanidade mais feliz".
Se a ideia for eliminar todo sofrimento, injustiça e conflito, então sim, isso pode ser considerado uma utopia.
A natureza humana, as diferenças culturais, os interesses divergentes e as limitações da vida tornam impossível uma felicidade plena e permanente para todos.
Por outro lado, se o objetivo for aumentar o bem-estar, a dignidade, a justiça e a fraternidade, então não se trata de uma utopia, mas de um ideal que orienta as ações humanas.
Cada avanço na educação, na ciência, na solidariedade, nos direitos humanos e na ética contribui para uma humanidade mais feliz, ainda que imperfeitamente.
Sob a perspectiva maçônica, esse ideal não consiste em construir um mundo perfeito, mas em lapidar o ser humano.
Ao aperfeiçoar a si mesmo, o maçom influencia sua família, sua comunidade e a sociedade. A felicidade coletiva nasce da soma de incontáveis pequenas obras individuais.
Assim, a pergunta talvez seja melhor formulada
desta forma:
"Tornar toda a humanidade completamente feliz pode ser uma utopia; trabalhar todos os dias para que ela seja um pouco mais justa, livre, fraterna e feliz é um dever."
Essa visão transforma a utopia em um horizonte inspirador: um objetivo que talvez nunca seja plenamente alcançado, mas que dá sentido ao esforço contínuo de aperfeiçoamento humano.
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