O verdadeiro templo
não se levanta com pedra,
mas com caráter.
Suas colunas não seguram um teto, mas a alma de quem aprende a governar a si mesmo.
Vivemos rodeados de extremos.
Somos convidados a escolher entre razão ou emoção, firmeza ou compaixão, sucesso ou serenidade.
No entanto, as grandes tradições filosóficas e espirituais da humanidade ensinam que a verdadeira sabedoria não está nos extremos, mas na delicada arte do equilíbrio.
O iniciado compreende que nenhuma virtude permanece pura quando exagerada e que todo excesso acaba se tornando seu oposto.
A Maçonaria expressa essa verdade
através da linguagem eterna de seus símbolos.
O Esquadro ensina a retidão da conduta;
o Compasso, a moderação dos desejos.
Separados são ferramentas;
unidos se tornam um mapa para a vida.
Da mesma forma, as duas colunas que guardam a entrada do Templo lembram que toda construção sólida exige equilíbrio entre forças complementares:
justiça e misericórdia,
força e prudência,
vontade e compreensão.
Este ensino não pertence apenas à Maçonaria.
Os sábios do Oriente representaram-na no Yin e no Yang, onde a luz e a escuridão não se destroem, mas precisam uns dos outros.
Aristóteles falou da virtude como medida justa; os estoicos ensinaram que a liberdade nasce do domínio de si mesmo; os alquimistas procuraram a união do Sol e da Lua para simbolizar a integração do ser humano.
Caminhos diferentes, uma mesma verdade: o homem só atinge sua plenitude quando consegue reconciliar as forças que habitam dentro dele.
Por isso, a Grande Obra começa em silêncio.
Consiste em aprender a ser firme sem cair na dureza, humilde sem fraqueza, corajoso sem temeridade e compassivo sem perder a justiça.
Cada pensamento retificado, cada paixão dominada e cada ação guiada pela consciência colocam uma nova pedra no Templo Interior.
O Templo do Equilíbrio não é um lugar que se alcança, mas uma obra que se constrói todos os dias.
E quando o ser humano encontra o seu centro, descobre que a verdadeira harmonia não consiste em viver sem conflitos, mas em manter a verticalidade do espírito enquanto o mundo muda ao seu redor.
"O Grande Arquiteto do Universo traçou a ordem na Criação; cabe ao homem descobrir essa mesma ordem dentro de si e transformar a sua vida em um templo de equilíbrio, sabedoria e virtude."
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