A frase
"olho por olho e o mundo acabará cego", atribuída a Mahatma Gandhi,
é um profundo aldabonazo
contra a lei do talião.
Do ponto de vista da Maçonaria Simbólica, sua análise transcende a ética para entrar no iniciático, revelando uma crise de consciência e um fracasso na cadeia de transmissão da Luz.
Na Maçonaria,
o olho não é apenas o órgão da visão física, mas o "Olho da Alma" (a intuição)
e o "Olho que tudo vê" (o Grande Arquiteto).
Quando o profano age sob "olho por olho", reduz sua percepção ao material:
veja somente a ofensa, não o irmão.
Ao arrancar o olho do outro, o maçom não apenas cega o seu semelhante; autoextirpa-se a capacidade de ver a Luz.
A vingança é um ato de trevas que apaga a lâmpada da oficina interior.
O Esquadro exige rectidão de nós, e o compasso, proporção.
A lei do talião é matematicamente "justa" (equilíbrio aritmético), mas maçonicamente é inicialmente estéril.
A justiça maçônica não é punitiva,
mas restauradora.
O verdadeiro maçom não busca igualar os danos, mas sim "desbastar a pedra bruta" do agressor através do ensino.
Se você responder com ódio, abandona o compasso e o esquadrão para agir com a regra do vulgo, perpetuando a baixa vibração do mundo profano.
A frase avisa que o mundo (a humanidade) acabará cego. Para a maçonaria, cegueira é ignorância voluntária.
Cada ato de vingança é uma cadeia causal que prende o homem na roda do carma profano.
Ao fazê-lo, você não só perde a visão do outro, mas também turva a sua própria, porque o ódio projeta sombras que impedem o "irmão" de ver por trás do "inimigo".
É o triunfo do Eu inferior (a besta) sobre o Eu Superior (o Homem Livre).
Gandhi, inspirado na não-violência,
ressoa com o pensamento maçônico
cristão e esotérico:
"Vencer o mal com o bem".
Se o mundo ficar cego, o Templo Interior não pode ser construído, porque os construtores precisam da vista para alinhar as pedras.
O maçom deve agir como
"aquele que devolve a luz pela escuridão".
Não se trata de passividade, mas de uma força ativa: desarmar o agressor com razão e exemplo, não com a mesma arma.
É a única maneira de quebrar a corrente e elevar a espinha da humanidade.
A frase é um aviso sobre o suicídio coletivo do espírito.
Na Sociedade,
somos ensinados que a verdadeira vitória
não está em derrotar o outro,
mas em iluminá-lo.
Porque se lhe ferires o olho, ficas às escuras; mas se acenderes a tocha dele,
a luz que ele tem iluminar-te-á também.
O mundo não vai acabar cego
se o maçom aprender
a "olhar com o coração" e
"bater com a palavra",
em vez de fazer com a mão.
Essa é a base da verdadeira fraternidade.
32° Samal Legrad
Membro da Com. de Cultura Geral da Grande Logia de Cuba de A. L:. e A:. M:.
Membro da Com. de Cultura Geral da Grande Logia de Cuba de A. L:. e A:. M:.
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