A cadeia da União não é apenas um gesto de fraternidade nem um costume cerimonial.
É a representação viva de um mistério,
o da pluralidade
que lembra a sua origem na Unidade.
Quando os irmãos e irmãs formam a cadeia e pronunciamos ou evocamos o princípio de “um por todos e todos por um”, estamos afirmando que nenhum iniciado trabalha apenas para si mesmo.
Cada um é uma pedra do Templo, uma faísca de uma Luz maior, uma célula consciente dentro de um organismo espiritual que chamamos de Logia, Ordem, Humanidade e, no seu sentido mais alto, a Obra Divina.
A Sociedade está disponível simbolicamente em torno do Ara ou Altar, que ocupa o centro.
Esse centro representa o coração da Sociedade, o ponto de equilíbrio, a fonte da Palavra, a presença do Sagrado e o lugar para o qual convergem nossas diferenças.
Assim como o coração recebe e distribui o sangue para manter o corpo vivo, o Ara lembra que toda verdadeira fraternidade deve ser nutrida de um princípio central a Luz, a Verdade, a Justiça e o Amor fraternal.
A cadeia da União transforma os irmãos espalhados em um só corpo.
Cada mão unida diz "Eu não estou isolado; meu aperfeiçoamento afeta o dos meus irmãos e o aperfeiçoamento dos meus irmãos também sustenta o meu."
É por isso que um por todos não significa que o indivíduo desapareça, mas que compreende que a sua força, a sua palavra, a sua virtude e o seu trabalho têm uma função dentro da totalidade.
E todos por um significa que nenhum irmão deve ser abandonado na escuridão, na dúvida, na necessidade ou na queda.
Da Cabala, pode-se dizer que cada ser é uma faísca dispersa da Luz infinita.
A criação aparece como multiplicidade incontáveis almas, rostos, vontades, culturas e caminhos.
No entanto, por trás dessa diversidade existe uma raiz comum.
O trabalho iniciado consiste em lembrar essa origem e restaurar conscientemente a união com a Fonte.
Não se trata de apagar a individualidade, mas sim de purificá-la, rectificá-la e colocá-la ao serviço da Unidade.
Em linguagem hermética, a Cadeia da União exprime o princípio da correspondência o que acontece na pequena loja reflecte uma realidade maior.
A Sociedade é uma imagem do Cosmos;
o Ara é o seu centro;
os irmãos são astros,
as forças e as inteligências
que giram em torno de um mesmo Princípio.
Quando a cadeia é formada com sinceridade, cada irmão deixa de ser uma ilha e se torna um ponto de irradiação dentro de um campo comum de vontade, harmonia e consciência.
A granada (romã) presente na simbologia maçônica ensina algo semelhante.
Seus numerosos grãos permanecem diferentes, mas vivem contidos na mesma estrutura.
Cada grão conserva a sua forma, e ainda assim pertence a uma unidade maior.
Assim, somos os seres humanos múltiplos na aparência, mas provenientes de uma mesma Luz.
Os maçons, espalhados por toda a Terra, somos chamados a reconhecer essa fraternidade universal e a trabalhar para que a humanidade se lembre que não está dividida por natureza, mas por ignorância, egoísmo e esquecimento de sua origem espiritual.
É por isso que a Cadeia da União não se deve limitar às muralhas do Templo.
Deve estender-se à vida profana.
O iniciado não olha para o não iniciado como alguém separado da Luz, mas como uma faísca que ainda não reconheceu plenamente a sua própria natureza.
Nossa obrigação não é impor-lhe uma verdade nem convertê-la pela força, mas servir, educar pelo exemplo, aliviar onde há dor, construir onde há ruína e acender uma lâmpada onde há escuridão.
A Grande Obra consiste precisamente nisso,
reunir o disperso, reconciliar o fragmentado, polir a pedra, erguer o Templo interior e exterior e
reintegrar a nossa consciência à Grande Luz.
A Cadeia da União nos lembra que ninguém se salva sozinho, que ninguém se aperfeiçoa isolado e que toda elevação autêntica deve elevar também os outros.
Um por todos e todos por um porque cada irmão é uma faísca da mesma Chama; porque toda a Logia é um reflexo da Grande Unidade; e porque a verdadeira iniciação consiste em passar de nos sentirmos separados para nos reconhecermos novamente como expressão consciente da Luz divina.
Um por todos e todos por um porque cada irmão é uma faísca da mesma Chama; porque toda a Logia é um reflexo da Grande Unidade; e porque a verdadeira iniciação consiste em passar de nos sentirmos separados para nos reconhecermos novamente como expressão consciente da Luz divina.
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