Um por todos e todos por um, A CADEIA DE UNIÃO!

 

A cadeia da União não é apenas um gesto de fraternidade nem um costume cerimonial. 

É a representação viva de um mistério, 
o da pluralidade 
que lembra a sua origem na Unidade.

Quando os irmãos e irmãs formam a cadeia e pronunciamos ou evocamos o princípio de “um por todos e todos por um”, estamos afirmando que nenhum iniciado trabalha apenas para si mesmo. 

Cada um é uma pedra do Templo, uma faísca de uma Luz maior, uma célula consciente dentro de um organismo espiritual que chamamos de Logia, Ordem, Humanidade e, no seu sentido mais alto, a Obra Divina.

A Sociedade está disponível simbolicamente em torno do Ara ou Altar, que ocupa o centro. 

Esse centro representa o coração da Sociedade, o ponto de equilíbrio, a fonte da Palavra, a presença do Sagrado e o lugar para o qual convergem nossas diferenças. 

Assim como o coração recebe e distribui o sangue para manter o corpo vivo, o Ara lembra que toda verdadeira fraternidade deve ser nutrida de um princípio central a Luz, a Verdade, a Justiça e o Amor fraternal.

A cadeia da União transforma os irmãos espalhados em um só corpo. 

Cada mão unida diz "Eu não estou isolado; meu aperfeiçoamento afeta o dos meus irmãos e o aperfeiçoamento dos meus irmãos também sustenta o meu." 

É por isso que um por todos não significa que o indivíduo desapareça, mas que compreende que a sua força, a sua palavra, a sua virtude e o seu trabalho têm uma função dentro da totalidade. 

E todos por um significa que nenhum irmão deve ser abandonado na escuridão, na dúvida, na necessidade ou na queda.

Da Cabala, pode-se dizer que cada ser é uma faísca dispersa da Luz infinita. 

A criação aparece como multiplicidade incontáveis almas, rostos, vontades, culturas e caminhos. 

No entanto, por trás dessa diversidade existe uma raiz comum. 

O trabalho iniciado consiste em lembrar essa origem e restaurar conscientemente a união com a Fonte. 

Não se trata de apagar a individualidade, mas sim de purificá-la, rectificá-la e colocá-la ao serviço da Unidade.

Em linguagem hermética, a Cadeia da União exprime o princípio da correspondência o que acontece na pequena loja reflecte uma realidade maior. 

A Sociedade é uma imagem do Cosmos; 
o Ara é o seu centro; 
os irmãos são astros, 
as forças e as inteligências 
que giram em torno de um mesmo Princípio. 

Quando a cadeia é formada com sinceridade, cada irmão deixa de ser uma ilha e se torna um ponto de irradiação dentro de um campo comum de vontade, harmonia e consciência.

A granada (romã) presente na simbologia maçônica ensina algo semelhante. 

Seus numerosos grãos permanecem diferentes, mas vivem contidos na mesma estrutura. 

Cada grão conserva a sua forma, e ainda assim pertence a uma unidade maior. 

Assim, somos os seres humanos múltiplos na aparência, mas provenientes de uma mesma Luz. 

Os maçons, espalhados por toda a Terra, somos chamados a reconhecer essa fraternidade universal e a trabalhar para que a humanidade se lembre que não está dividida por natureza, mas por ignorância, egoísmo e esquecimento de sua origem espiritual.

É por isso que a Cadeia da União não se deve limitar às muralhas do Templo. 

Deve estender-se à vida profana. 

O iniciado não olha para o não iniciado como alguém separado da Luz, mas como uma faísca que ainda não reconheceu plenamente a sua própria natureza. 

Nossa obrigação não é impor-lhe uma verdade nem convertê-la pela força, mas servir, educar pelo exemplo, aliviar onde há dor, construir onde há ruína e acender uma lâmpada onde há escuridão.

A Grande Obra consiste precisamente nisso, 
reunir o disperso, reconciliar o fragmentado, polir a pedra, erguer o Templo interior e exterior e 
reintegrar a nossa consciência à Grande Luz. 

A Cadeia da União nos lembra que ninguém se salva sozinho, que ninguém se aperfeiçoa isolado e que toda elevação autêntica deve elevar também os outros.


Um por todos e todos por um porque cada irmão é uma faísca da mesma Chama; porque toda a Logia é um reflexo da Grande Unidade; e porque a verdadeira iniciação consiste em passar de nos sentirmos separados para nos reconhecermos novamente como expressão consciente da Luz divina.

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