Essa é uma ausência que pode permanecer muito tempo dentro de nós.
Não ter estado presente quando seu pai morreu pode trazer uma mistura de saudade, culpa, arrependimento e perguntas que talvez nunca tenham resposta.
Mas uma coisa é importante: não estar presente no momento da morte não significa ter estado ausente da vida dele.
A relação com um pai é construída em muitos momentos: nas palavras, nos ensinamentos, nos gestos, nas lembranças, até nas coisas que ficaram sem dizer.
A morte encerra a presença física, mas não apaga essa história.
Talvez hoje a pergunta não precise ser apenas “por que eu não estava lá?”, mas também:“O que meu pai deixou em mim, e o que eu ainda posso fazer com aquilo que recebi dele?”
Às vezes, transformar a ausência em memória, a culpa em compreensão e a saudade em legado é uma forma silenciosa de continuar caminhando ao lado de quem partiu.
Minha homenagem ao meu inesquecivel pai, falecido em 1996, responsável pelo meu carácter, fundamental na minha vida.
15 de agôsto, data do seu nascimento.
“Pai, eu não pude estar naquele momento. Mas estive na sua história, e você continua presente na minha.
Eu não posso mudar o instante da sua morte, mas posso honrar a vida que tivemos.”
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