A função social do maçom ...

 

A Maçonaria não forma o homem para viver afastado da sociedade, mas para retornar a ela melhor preparado para servir.

O maçom não deve compreender sua função social como exercício de poder, busca de prestígio ou imposição de suas convicções. 

Sua verdadeira atuação começa pela transformação de si mesmo. Antes de querer corrigir o mundo, precisa trabalhar as imperfeições da própria pedra.

O Templo simbólico construído pela Maçonaria não termina dentro da Loja. Ele continua na família, no trabalho, na comunidade e nas relações humanas. 

Cada atitude do maçom fora do Templo é, de certa maneira, uma extensão daquilo que aprendeu dentro dele.

1. O maçom como exemplo

A sociedade não conhece o maçom apenas por aquilo que ele fala sobre a Ordem, mas principalmente por aquilo que ele pratica.

Honestidade quando ninguém está olhando.
Respeito diante da divergência.
Equilíbrio diante da provocação.
Solidariedade diante da necessidade.
Humildade diante do conhecimento.

São essas pequenas atitudes que dão conteúdo à palavra fraternidade.

2. O compromisso com o próximo

A função social do maçom também está no serviço.

Não se trata de fazer caridade apenas para aliviar momentaneamente uma necessidade, mas de procurar compreender as causas que produzem sofrimento, exclusão, ignorância e desigualdade.

O maçom pode contribuir por meio da educação, da cultura, da orientação, do trabalho voluntário, da defesa da dignidade humana e de tantas outras formas de participação responsável.

A beneficência alivia uma necessidade; a formação humana pode transformar uma vida.

3. O maçom e a sociedade

Ser maçom não significa estar acima da sociedade. Significa assumir, dentro dela, uma responsabilidade maior consigo mesmo e com os outros.

O maçom deve ser capaz de conviver com pessoas que pensam diferente, porque a fraternidade verdadeira não exige uniformidade de pensamento.

A sociedade precisa de homens capazes de dialogar quando outros preferem confrontar; de construir pontes quando outros levantam muros; de buscar a verdade sem transformar a própria opinião em verdade absoluta.

4. O Templo Interior e o mundo exterior

Existe uma profunda relação entre o Templo Interior e o mundo exterior.

Quanto mais o homem trabalha sua própria consciência, mais responsabilidade passa a ter sobre aquilo que faz com a liberdade que conquistou.

Por isso, talvez a pergunta fundamental não seja:

“O que a sociedade pode fazer por mim?”

Mas:

“O que eu, como homem e como maçom, posso fazer para tornar a sociedade um pouco melhor?”

Essa pergunta desloca o maçom da posição de espectador para a de construtor.


Reflexão para leitura em Loja

A FUNÇÃO SOCIAL DO MAÇOM

A Maçonaria ensina que o homem ingressa no Templo para trabalhar a si mesmo, mas não pode permanecer eternamente dentro dele.

A verdadeira obra maçônica começa quando atravessamos novamente a porta do Templo e encontramos o mundo real.

É ali que nossos princípios são colocados à prova.

De nada vale falar de fraternidade se não sabemos respeitar aquele que pensa diferente.

De nada vale falar de justiça se não somos capazes de agir com retidão.

De nada vale buscar a Luz se continuamos indiferentes à escuridão que existe ao nosso redor.

O maçom possui uma função social porque recebeu, simbolicamente, ferramentas destinadas à construção.

O esquadro lembra a retidão.

O compasso recorda os limites que devemos impor aos nossos próprios excessos.

O nível nos ensina que nenhuma dignidade humana deve ser diminuída pela condição social, pelo poder ou pela riqueza.

E o prumo nos convida a permanecer firmes, alinhados com nossa consciência.

Assim, a função social do maçom não está apenas em grandes obras ou grandes discursos.

Está no modo como trata sua família.

Na honestidade com que exerce sua profissão.

Na maneira como conduz suas relações.

Na disposição de ajudar quem precisa.

Na coragem de reconhecer seus próprios erros.

Na capacidade de ouvir antes de julgar.

E, sobretudo, na disposição de servir sem transformar o serviço em vaidade.

O mundo não precisa apenas de homens que conheçam os símbolos da Maçonaria.

Precisa de homens que vivam os valores que esses símbolos representam.

O Templo que construímos dentro de nós deve projetar seus alicerces sobre a sociedade.

Porque o verdadeiro maçom não é aquele que simplesmente veste o avental.

É aquele que, onde estiver, deixa atrás de si um pouco mais de ordem, um pouco mais de fraternidade, um pouco mais de justiça e um pouco mais de Luz.

Que o Grande Arquiteto do Universo nos conceda sabedoria para compreender nossa responsabilidade, força para cumpri-la e humildade para nunca esquecer que somos, todos nós, eternos aprendizes da construção humana.

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