No Templo Mássico, sabemos que nem toda verdade é escrita em pedra.
Há uma voz mais antiga do que qualquer livro: a que passa de lá para lá, de mestre para discípulo, de coração para coração.
Esta voz às vezes envolve sua mensagem em imagens, em histórias que parecem simples, contadas ao longo do fogo ou sob as estrelas, e aqueles que sabem ver reconhecem-a como algo mais do que entretenimento.
A história não é uma invenção: é uma memória velada, disfarçada de sabedoria.
E em cada um deles, se alguém aprende a decifrar, um fragmento do caminho que cada iniciado percorre é revelado: a transmutação do que somos para o que somos chamados a ser.
Geralmente, se pensa que a história pertence apenas à infância, à hora da dormir, à voz do que nos protege. Mas esta é uma aparência.
A narrativa oral tem sido, desde o nascer da humanidade, o veículo sagrado de ensino.
Em tradições antigas, sages não escreveram: eles recitavam, cantavam, transmitiam em versos, para que a memória não fosse preservada apenas a letra, mas o espírito.
Eles confiavam que o que escrevia, mantinham em papel; o que repetiam com o coração, mantinham na sua alma. O primeiro é queimado; o segundo permanece mesmo se o corpo cai.
Ele compreendeu então que a oração oral não é imperfeita porque não é escrita: é mais viva, porque exige que cada um a faça sua própria.
A história, assim, é como a hermetica tradição: não é explicada, é transmitida.
Não é impedita, é oferecida. E quem tem olhos para ver, descobre por trás de personagens e cenas que não são ditas em voz alta, mas ressoam profundamente dentro de ser.
A Alquimia da história da transmutação
A história maravilhosa não é ficção: é a alquimia narrada. O seu propósito não é entreter, mas transformar.
Mostra como o denso se torna sutil, como o escuro se torna luz, como quem parece destinado a permanecer nas sombras chega à luz.
A própria palavra nos diz: a alquimia é a obra de transformação, onde o que parece sem valor se torna tesouro.
E a linguagem que usa é a mesma que é reconhecida pelos iniciados: a linguagem das imagens, dos símbolos, das metáforas que revelam sem mostrar tudo.
Dizem que em outra Loja Mestra, um irmão costumava dizer: — Quando ouvimos uma história, não pensamos que é sobre os outros: é sobre você.
O príncipe adormecido é você; a besta que deve ser transformada é você; o tesouro que você procura está dentro de você.
A narrativa é um espelho: ela retorna a nossa própria história, mas ordenada, clara, iluminada.
Os Planetas e o Caminho do Herói
- Plutão preside sobre a transformação profunda: a morte do que fomos e o nascimento do que seremos. É a transmutação: o escorpião que se torna um águia, o fênix que se torna novo da sua própria cinza.
Sem aquela velha morte, não há nova vida.
- Urano impõe as provações: dificuldade, espera, disciplina. É a sabedoria do velho homem ou o obstáculo que parece insurmontável. Sem ele, não há crescimento: a flor não abre se o semente não pressionar.
- Urano impõe as provações: dificuldade, espera, disciplina. É a sabedoria do velho homem ou o obstáculo que parece insurmontável. Sem ele, não há crescimento: a flor não abre se o semente não pressionar.
O tempo não punhe: ele se envelhece.
- Mercúrio, o mensageiro, é a palavra em si: astuto, o guia, o companheiro que aparece na forma de um animal, de um homem velho, de uma voz interior.
É o que une o alto e o baixo, o que torna possível o transito entre os mundos.
A jornada do herói mason segue um caminho sagrado: de casa, através de provações, até a morte, transformação e retorno renovado. É o mesmo caminho que se experimenta na iniciação: não é uma história; é o mapa da nossa própria alma.
O Número que Sustenta Tudo
Esse lugar foi simbolizado por um número sagrado que representa plenitude: a proporção perfeita que aparece na natureza, no cosmos e no corpo humano.
É o centro onde o céu e a terra se unem, onde o buscador para de procurar porque encontrou.
É o retorno à origem, ao primeiro som, ao luz que estava lá antes de tudo começar.
A história termina feliz, não porque a sorte mudou, mas porque o herói mudou.
O reino que ele recupera é o mesmo, mas ele não é mais quem era. Essa é a verdadeira vitória: não conquistar algo fora, mas construir algo dentro.
Podemos dizer que a mesma Masoneria é uma fabulosa história de iniciação.
Podemos dizer que a mesma Masoneria é uma fabulosa história de iniciação.
Conclusão Massonica
A história é, em essência, uma lição masonica para aqueles que sabem ouvir: nos ensina que a transformação é possível, que as provações são necessárias, que a luz é encontrada após atravessar a sombra, e que o maior tesouro não está longe, mas nas profundezas de nós mesmos.
Alcoseri
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