- Ponte e transição: Para Nietzsche na obra Assim Falou Zaratustra, o homem não é um ponto final, mas uma ponte entre o animal e o Além-Homem.
- Superação do niilismo: O além-do-homem vence a negação de sentido da vida e cria seus próprios valores éticos e existenciais, distanciando-se de dogmas tradicionais.
- Vontade de potência: A força impulsora para essa autossuperação vem do próprio indivíduo, afirmando a vida em sua totalidade, com seus riscos e belezas [0.6.1, A SUPERAÇÃO DO HOMEM COM BASE NO CONCEITO DE ..., 0.6.14
A superação do homem, numa perspectiva maçônica, pode ser entendida como a passagem do homem que simplesmente existe para o homem que conscientemente trabalha para se tornar melhor.
Uma Perspectiva Maçônica
O maior desafio do homem não está em vencer o outro, mas em vencer a si mesmo.
Superar-se é reconhecer que ainda não somos aquilo que podemos ser.
É olhar para dentro, identificar nossas limitações, nossos medos, nossas vaidades, nossos preconceitos e nossas imperfeições — e transformar cada um deles em oportunidade de crescimento.
A Maçonaria propõe justamente esse trabalho interior: o aperfeiçoamento do homem.
O iniciado recebe instrumentos simbólicos, mas a verdadeira obra não está nas ferramentas. Está naquilo que fazemos com elas.
O esquadro nos recorda a retidão; o compasso, o equilíbrio e os limites; o nível, a igualdade; o prumo, a verticalidade moral.
Entretanto, nenhum símbolo transforma o homem se ele próprio não desejar transformar-se.
Superar-se é construir o próprio templo interior.
É trocar a arrogância pela humildade, a intolerância pelo diálogo, o julgamento precipitado pelo discernimento, o egoísmo pela fraternidade e a ignorância pela busca permanente do conhecimento.
O homem que se supera não se considera pronto. Ele compreende que a construção de si mesmo é permanente.
Cada queda pode ensinar-nos a levantar com mais sabedoria.
Por isso, a verdadeira vitória não é aquela que nos coloca acima dos outros, mas aquela que nos torna melhores do que éramos ontem.
O verdadeiro maçom não procura ser superior ao seu irmão.
Procura ser superior às suas próprias imperfeições.
E talvez esteja aí uma das maiores lições da jornada iniciática: a obra nunca termina, porque o homem também nunca termina de se construir.
A pedra bruta não é apenas uma imagem do que somos.
É um convite permanente àquilo que podemos nos tornar.
Superar o homem é, portanto, superar o homem que fomos para dar nascimento ao homem que podemos ser.
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