O PROFESSOR ...

Um professor que sabia expandir a mente do aluno não era apenas aquele que transmitia conhecimentos. 

Era aquele que ensinava o aluno a pensar.

O professor que expandia a mente 

Respeitáveis Irmãos,

Nesta postagem desejamos prestar uma homenagem a uma figura que, embora não necessariamente tenha empunhado as ferramentas de uma Loja, exerceu uma das mais nobres funções que um homem pode desempenhar: ajudar outro homem a construir a si mesmo.

Refiro-me ao Professor.

Mas não a qualquer professor.

Refiro-me àquele professor que não se limitou a transmitir conhecimentos, fórmulas, datas ou conceitos. 

Àquele que compreendeu que sua verdadeira missão era muito maior: ensinar o aluno a pensar.

Esse professor não entregava apenas respostas.

Ele fazia perguntas.

E, ao perguntar, despertava a curiosidade.
Ao despertar a curiosidade, provocava a reflexão.
Ao provocar a reflexão, ampliava a consciência.
E, ao ampliar a consciência, contribuía para formar um novo homem.

Talvez esteja aí uma das mais profundas aproximações entre o verdadeiro educador e o ideal maçônico.

A Maçonaria não pretende simplesmente colocar conhecimentos na mente do homem. 

Ela procura oferecer instrumentos para que ele possa lapidar o próprio caráter, vencer suas imperfeições e buscar a Luz.

O professor que marcou nossa formação fazia algo semelhante.

Ele nos ensinava a olhar além daquilo que estava diante dos olhos.

Ensinava-nos que uma ideia pode ser questionada, que uma certeza pode ser examinada, que um erro pode transformar-se em aprendizado e que o conhecimento somente possui verdadeiro valor quando produz transformação.

Ele não queria formar alunos que simplesmente repetissem suas palavras.

Queria formar homens capazes de construir suas próprias palavras.

E essa é uma das maiores homenagens que podemos prestar a um educador.

Porque o verdadeiro professor não cria dependência intelectual.

Ele cria autonomia.

Não quer que o aluno caminhe eternamente à sua sombra.

Quer que, um dia, o aluno tenha coragem de caminhar com suas próprias pernas, utilizando os conhecimentos recebidos para construir novos caminhos.

Na linguagem simbólica da Maçonaria, poderíamos dizer que esse professor foi alguém que ajudou a transformar uma pedra bruta em uma pedra consciente de que precisava ser trabalhada.

Ele não fez a obra pelo aluno.

Ele mostrou-lhe as ferramentas.

Ensinou-lhe que o esquadro representa a retidão; que o nível nos recorda a igualdade; que o prumo nos chama à verticalidade moral; e que o trabalho perseverante é indispensável para qualquer construção verdadeira.

Talvez ele nem soubesse que estava ensinando princípios que um dia reconheceríamos como profundamente maçônicos.

Mas ensinava.

Quando nos ensinava a respeitar opiniões diferentes, ensinava tolerância.

Quando nos ensinava a buscar argumentos antes de julgar, ensinava discernimento.

Quando nos estimulava a reconhecer nossos próprios erros, ensinava humildade.

Quando nos fazia questionar aquilo que parecia evidente, ensinava liberdade de pensamento.

E quando nos dizia que poderíamos ir além, ensinava-nos algo ainda maior:

a confiança na capacidade humana de evoluir.

Por isso, o professor que verdadeiramente marcou nossa formação não desaparece quando termina a aula.

Ele permanece.

Permanece na maneira como pensamos.

Na maneira como fazemos perguntas.

Na maneira como enfrentamos problemas.

Na maneira como julgamos nossas próprias atitudes.

E, sobretudo, permanece naquilo que nos tornamos.

É possível esquecer uma fórmula.

É possível esquecer uma data.

É possível até esquecer o conteúdo de uma determinada aula.

Mas dificilmente esquecemos aquele professor que mudou a maneira como enxergávamos o mundo e a nós mesmos.

Por isso, diante dos Irmãos, queremos reconhecer que existem mestres que nunca receberam um avental, nunca estiveram diante de um altar e talvez jamais tenham conhecido profundamente os símbolos de nossa Ordem.

E, ainda assim, foram mestres na mais profunda acepção da palavra.

Porque ensinaram homens a pensar.

E um homem que aprende a pensar jamais volta a ser exatamente o mesmo.

Ao professor que participou da nossa formação, nossa gratidão.

Ao professor que despertou nossa consciência, nosso respeito.

Ao professor que nos ensinou a pensar, nossa eterna homenagem.

E ao professor que nos ajudou a ser homens melhores, a certeza de que sua obra continua viva — em cada consciência que ajudou a despertar.

Se a Maçonaria nos ensina que o verdadeiro templo é aquele que construímos dentro de nós, devemos reconhecer que alguns dos primeiros trabalhadores dessa construção foram nossos professores.

Eles nos deram as primeiras ferramentas.

Nós continuamos a obra.

Que a Luz que um dia eles acenderam em nossas mentes jamais se apague!


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