Uma reflexão maçônica sobre o Dia da Árvore...

 


A árvore, um símbolo da própria formação do homem: raízes como princípios, tronco como caráter, galhos como conhecimento e frutos como obras praticadas em benefício da humanidade.

O Dia da Árvore nos convida a olhar para a natureza, mas, para o Maçom, esse olhar pode ir muito além da árvore que vemos. 
 A árvore é uma lição silenciosa. 
 Suas raízes permanecem ocultas, mas sustentam toda a sua existência. 

Assim também são os princípios que sustentam o homem. 

Aquilo que realmente somos não está apenas naquilo que mostramos aos outros, mas naquilo que construímos no silêncio da nossa consciência. 
 
O tronco representa o caráter: firmeza, equilíbrio e resistência diante das tempestades da vida. 
 
Os galhos lembram que o conhecimento precisa se expandir. 
Quanto mais aprendemos, mais devemos abrir nossa compreensão para o mundo e para o próximo. 
 
As folhas recebem a luz. Para o Maçom, essa imagem recorda a permanente busca pela Luz, pelo conhecimento e pela Verdade. 
 
E, finalmente, vêm os frutos
 Uma árvore não existe apenas para si mesma. Ela oferece sombra, abrigo, alimento e vida. 

Da mesma maneira, o verdadeiro Maçom não deve medir sua existência apenas pelo que recebeu, mas principalmente pelo bem que foi capaz de produzir. 

Plantar uma árvore é pensar no amanhã. 
Plantar uma virtude é construir o futuro do homem. 
 
Por isso, neste Dia da Árvore, podemos perguntar a nós mesmos: Que árvore estou cultivando dentro de mim? Tenho raízes suficientemente profundas para resistir às tempestades? 
Meu tronco é firme o bastante para sustentar minhas convicções? 
Meus galhos alcançam o conhecimento? 
E, sobretudo: 
Que frutos minha passagem pela vida está oferecendo aos meus Irmãos e à humanidade?
 
A árvore cresce silenciosamente, dia após dia.  
Também o homem se constrói assim. 
Pedra sobre pedra. 
Experiência sobre experiência. 
Erro sobre aprendizado. 
Conhecimento sobre consciência. 

Que o Maçom compreenda, portanto, que cuidar da árvore exterior é também lembrar-se de cuidar da árvore interior.
 
Porque uma vida verdadeiramente edificada não é aquela que simplesmente cresce. 

É aquela que, ao crescer, oferece sombra, abrigo, conhecimento e frutos aos que caminham ao seu redor. 

Que o Grande Arquiteto do Universo nos ensine a criar raízes profundas nos princípios, crescer na Luz e produzir frutos que permaneçam depois de nossa passagem por este mundo.


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