A OBRA-PRIMA COMEÇA DENTRO DE CADA UM DE NÓS

Toda obra-prima se inicia dentro de cada um de nós.

Antes de erguer templos, precisamos edificar o Templo Interior. 

Antes de pretender transformar a sociedade, precisamos transformar aquilo que existe em nosso próprio coração. 

Antes de apontar as imperfeições do mundo, precisamos ter a coragem de reconhecer as nossas próprias arestas.

O verdadeiro trabalho maçônico começa no silêncio da consciência.

O esquadro nos convida à retidão; o compasso nos ensina a estabelecer limites; o nível nos lembra que todos somos iguais em dignidade; e o prumo nos chama à verticalidade moral.

Mas nenhum instrumento produzirá resultado se o obreiro não estiver disposto a trabalhar sobre si mesmo.

A pedra bruta não se torna pedra polida por palavras, títulos ou aparências. Ela é transformada pelo trabalho constante, paciente e, muitas vezes, doloroso da consciência.

A verdadeira obra-prima não é aquilo que construímos para que os outros admirem. É aquilo que nos tornamos quando ninguém está olhando.

Ser maçom, portanto, não é apenas pertencer a uma instituição. É assumir o compromisso permanente de aperfeiçoar o próprio caráter.

Cada defeito reconhecido é uma aresta identificada.
Cada virtude cultivada é um passo na construção.
Cada erro compreendido pode transformar-se em aprendizado.
Cada gesto de fraternidade acrescenta uma pedra à grande obra.

E talvez essa seja uma das maiores lições da Maçonaria: o mundo que desejamos construir começa na pequena oficina que existe dentro de nós.

Se queremos uma sociedade mais justa, sejamos justos.
Se queremos fraternidade, sejamos fraternos.
Se queremos verdade, sejamos verdadeiros.
Se queremos um mundo melhor, comecemos por nos tornar seres humanos melhores.

Sob a inspiração do Grande Arquiteto Do Universo, seguimos trabalhando.

Do meio-dia à meia-noite, a obra continua.

Porque a construção do Templo exterior pode um dia terminar.

Mas a construção do Templo Interior 

jamais termina.

E é justamente nessa construção permanente que o homem encontra sua verdadeira obra-prima: ele próprio.

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