As forças da Criação na visão maçônica ...

                                             https://images.openai.com/static-rsc-4/Wf-H3f40Fk7bWC7tiZUmaLz6rhWtYaSpZtRfuccTCG_ydHbRJ2HyMg0-OWYD_aohr0XeEx45fiERqeV8opvW-bXIZ-YmBqE7XA4Kks_MNBfVK94vI4Dam82MDSxzXsfL2-ye6NncX17l3k0cgUjUVgID20GDcL9QNpXdxl5XsudH5N6uIpbpjOopNCD46_JP?purpose=fullsize 

As forças da Criação na visão maçônica

Na visão maçônica, falar das forças da Criação é penetrar em um dos grandes mistérios simbólicos da Ordem: compreender como o Caos pode transformar-se em Ordem, como a matéria pode receber forma e como o homem pode participar conscientemente da construção de si mesmo e do mundo.

A Maçonaria não apresenta uma explicação única e dogmática para a origem do Universo. 

Seus símbolos permitem uma leitura filosófica, espiritual e moral, convidando o maçom à reflexão.

https://images.openai.com/static-rsc-4/IzVP1J0KvQd68pf6d12dmz5R_99uABCjxW4-ykcCPnoc3-SNVeUA0fV2Gszi2QlRNncOoLYRSQiSGvtTFoNSxUIF3h6vyrokSUIxx_xU950XgYuIu8bz-pFX-34tc9W8AInX3CeRGB_nxeocVSJnj-wpP_jLPmCJkqkUR6b6tUAPrGdu0WKhVQlKNm7LJTyg?purpose=fullsize
1. O Grande Arquiteto do Universo

No simbolismo maçônico, o Grande Arquiteto do Universo (G∴A∴D∴U∴) representa o princípio ordenador da Criação.

Mais importante que tentar defini-Lo é perceber aquilo que o símbolo sugere: há uma inteligência, uma ordem e uma harmonia que o homem procura compreender.

O Universo apresenta leis, proporções, ciclos e relações. O maçom contempla essa ordem e pergunta:

Se existe uma ordem no Universo, que ordem existe dentro de mim?

Essa pergunta transforma a contemplação da Criação em trabalho de aperfeiçoamento.

                                https://images.openai.com/static-rsc-4/oMWJrirSRyNYLVykAbpBxkRQeQw9nWQO6Ct10QwbngmFHvXGynRLu9scWJpVKqnOUSeGqRg10Cd4k5fIHojhojSg55MK8LTE3zD7tvNNhhviOElnMzI57fVJJ-Tr6mTO1clCc8LaeR3ZOsDKivzH5OTbvWJNCVZItv1_BTKHVmKYGLfYWATFsx_dD1M-JOK9?purpose=fullsize

2. Luz, matéria e forma

A simbologia maçônica trabalha intensamente com a passagem das trevas para a Luz.

A Luz pode representar conhecimento, consciência e verdade; as trevas, aquilo que ainda não foi compreendido.

Nesse sentido, criar não é apenas produzir alguma coisa. É dar forma ao que estava informe.

O próprio trabalho do maçom é apresentado simbolicamente dessa maneira: a Pedra Bruta representa aquilo que ainda precisa ser trabalhado. O instrumento não cria a pedra; ele ajuda a revelar sua forma possível.

3. As forças fundamentais como símbolos

Podemos interpretar simbolicamente quatro grandes dimensões da Criação:

Terra — a matéria
É aquilo que oferece resistência e fundamento.

Água — a transformação
Representa movimento, adaptação e renovação.

Ar — o pensamento
Relaciona-se à inteligência, à palavra e à circulação das ideias.

Fogo — a energia
Simboliza força, transformação, iluminação e purificação.

Não se trata de uma explicação científica da origem do Universo, mas de uma linguagem simbólica tradicional, útil para a meditação maçônica.

4. O homem como participante da Criação

Aqui está talvez a reflexão mais profunda.

O maçom não é apenas aquele que contempla o Templo: ele próprio é uma obra em construção.

O homem recebe possibilidades, mas precisa trabalhar sobre elas.

O caráter é construído.
A consciência é despertada.
O conhecimento é adquirido.
A fraternidade é praticada.
A virtude é exercitada.

Assim, a Criação não é apenas algo que aconteceu no princípio dos tempos. Ela pode ser compreendida, simbolicamente, como um processo permanente.

Todos os dias o homem pode destruir alguma imperfeição e construir uma qualidade.

5. Esquadro e Compasso

O Esquadro pode simbolizar a retidão da ação; o Compasso, a medida, o limite e a expansão do pensamento.

Juntos, sugerem uma importante lei simbólica:

não basta ter força para construir; 

é necessário possuir medida e direção.

A energia sem disciplina pode destruir.
A inteligência sem ética pode ser mal utilizada.
O conhecimento sem sabedoria pode tornar-se vaidade.

A verdadeira obra exige força, medida, consciência e propósito.


Comentários