O MAÇOM, DE CORPO E ALMA

Ser maçom não é apenas vestir o avental, frequentar a Loja, conhecer os símbolos ou pronunciar palavras que aprendemos nos nossos rituais.

Ser maçom é permitir que aquilo que aprendemos dentro do Templo transforme aquilo que somos fora dele.

O corpo do maçom pode estar no Templo, mas sua alma precisa estar comprometida com a construção do Templo Interior.

De corpo, participamos dos trabalhos.

De alma, compreendemos seus ensinamentos.

De corpo, encontramos nossos Irmãos.

De alma, reconhecemos neles a fraternidade que ultrapassa diferenças, vaidades e interesses pessoais.

De corpo, aprendemos os símbolos.

De alma, buscamos compreender aquilo que eles silenciosamente nos ensinam.

A verdadeira iniciação não termina quando o ritual chega ao fim. Ela começa justamente quando deixamos o Templo e precisamos colocar em prática aquilo que ali aprendemos.

O esquadro nos recorda a retidão.

O compasso nos ensina limites e equilíbrio.

O nível nos lembra que todos somos iguais diante dos grandes princípios.

O prumo nos convida à verticalidade moral.

E a Luz nos chama à consciência.

Por isso, ser maçom de corpo e alma significa não viver uma Maçonaria de aparência.

É fazer com que nossos pensamentos, nossas palavras e nossas ações caminhem na mesma direção.

Não basta falar de fraternidade se não sabemos perdoar.

Não basta falar de igualdade se alimentamos preconceitos.

Não basta falar de justiça se somos injustos nas pequenas coisas.

Não basta proclamar a verdade se fazemos concessões à mentira quando ela nos favorece.

O verdadeiro maçom não precisa anunciar que é maçom.

Sua conduta deve falar por ele.

O avental pode identificar o homem dentro da Loja; entretanto, é o caráter que revela o maçom diante da sociedade.

Ser maçom de corpo e alma é compreender que a maior obra da Ordem não é construída com pedras, colunas ou ferramentas.

É construída dentro do próprio homem.

E essa obra jamais estará concluída.

Enquanto houver uma imperfeição a corrigir, uma virtude a desenvolver, um Irmão a amparar, uma injustiça a combater ou uma consciência a despertar, haverá trabalho a realizar.

Talvez seja esse o verdadeiro sentido de caminhar do meio-dia à meia-noite: trabalhar continuamente sobre nós mesmos para que, ao final da jornada, sejamos um pouco melhores do que éramos quando a iniciamos.

O maçom de corpo e alma não é aquele que simplesmente pertence à Maçonaria.

É aquele em quem a Maçonaria começa a transformar o homem que ele é.

E quando o homem se transforma, sua família percebe.

Seus amigos percebem.

Seus companheiros de trabalho percebem.

A sociedade percebe.

Porque a verdadeira Maçonaria não se limita ao Templo.

Ela acompanha o maçom por toda a vida.

Que o G∴A∴D∴U∴ nos conceda sabedoria para compreender, força para perseverar e beleza para transformar nossas ações em exemplo.

Que sejamos maçons de corpo, de mente, de coração e, sobretudo, de alma.

Porque o verdadeiro Templo que a Maçonaria deseja construir não está fora de nós.

Está dentro de cada um de nós!

Comentários

  1. O verdadeiro maçom vive seus princípios de fraternidade, ética e lapidação interior tanto dentro quanto fora dos templos, integrando seus valores de corpo e alma.

    O Trabalho Interior (Corpo e Alma)
    • Lapidação da Pedra Bruta: O maçom utiliza ferramentas simbólicas como o esquadro e o compasso para refrear seus vícios e cultivar virtudes diárias.
    • Consciência e Espiritualidade: A vivência maçônica transcende o plano material, estimulando a busca constante pelo aprimoramento moral e espiritual perante o Grande Arquiteto do Universo.
    • Coerência Prática: Ser maçom de "corpo e alma" significa não apenas conhecer os rituais, mas aplicar a tolerância, a justiça e o amor ao próximo na vida em sociedade.

    Os Pilares da Prática Maçônica
    • Liberdade: Autonomia de pensamento e isenção de dogmas opressores.
    • Igualdade: O nivelamento e o respeito mútuo entre todos os seres humanos.
    • Fraternidade: O laço de união que transforma o trabalho individual em benefício da humanidade.

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