O ser humano raramente é destruído por uma única grande queda.
Muitas vezes, ele vai se destruindo aos poucos, por dentro, quando perde aquilo que dá sentido à sua existência.
O que pode destruir o ser humano?
- O orgulho, quando o impede de reconhecer seus erros.
- A vaidade, quando passa a viver para a aprovação dos outros.
- A mentira, quando ele precisa criar uma realidade para esconder quem realmente é.
- A ambição sem limites, quando o ter passa a valer mais que o ser.
- O poder, quando deixa de ser instrumento de serviço e se transforma em instrumento de dominação.
- O ressentimento, quando transforma uma ferida do passado em prisão permanente.
- O ódio, porque aprisiona primeiro aquele que o alimenta.
- A inveja, porque faz o homem sofrer com a felicidade alheia.
- A culpa, quando deixa de ensinar e passa a impedir o recomeço.
- A indiferença, quando o sofrimento do outro já não consegue tocar sua consciência.
- A perda de princípios, porque sem valores o homem pode até conquistar o mundo, mas perde a si mesmo.
- A falta de propósito, porque viver apenas para sobreviver pode esvaziar a própria existência.
Na visão maçônica
O maior perigo talvez não esteja fora do homem, mas dentro dele.
O verdadeiro templo que precisa ser preservado é o Templo Interior. E quando o homem abandona o trabalho de aperfeiçoar a si mesmo, as paixões desordenadas começam a ocupar o espaço que deveria pertencer à consciência.
“O homem não se destrói quando perde seus bens; começa a se destruir quando perde seus princípios.”
Por isso, a grande batalha do ser humano não é contra o mundo exterior.
É contra aquilo que, dentro dele, tenta afastá-lo da verdade, da justiça, da fraternidade e da própria consciência.
E talvez seja essa uma das maiores lições maçônicas: antes de querer transformar o mundo, o homem precisa impedir que o mundo destrua o homem que existe dentro dele.
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