OS VERDADEIROS INIMIGOS DA MAÇONARIA
Quando falamos dos inimigos da Maçonaria, é comum pensar naqueles que a atacam de fora: os que desconhecem seus princípios, os que distorcem seus ensinamentos ou os que alimentam preconceitos contra a Ordem.
Mas talvez estejamos procurando os inimigos no lugar errado.
O verdadeiro inimigo da Maçonaria pode estar dentro de cada um de nós.
É o maçom que conhece a fraternidade, mas pratica a vaidade.
É aquele que fala de igualdade, mas se considera superior ao irmão.
É aquele que veste o avental, mas não consegue despir-se do orgulho.
É aquele que conhece os símbolos, mas não compreende seus significados.
É aquele que sobe nos graus, mas não cresce como ser humano.
É aquele que busca cargos, honrarias e reconhecimento, esquecendo que a verdadeira dignidade maçônica não está na posição que ocupamos, mas na maneira como nos comportamos quando ninguém está nos observando.
A vaidade é inimiga da Maçonaria.
A arrogância é inimiga da Maçonaria.
A intolerância é inimiga da Maçonaria.
A disputa pelo poder é inimiga da Maçonaria.
A hipocrisia é inimiga da Maçonaria.
A indiferença diante do sofrimento do irmão é inimiga da Maçonaria.
E existe um inimigo ainda mais perigoso: o maçom que deixa de trabalhar sobre si mesmo.
Porque a Maçonaria não existe para transformar apenas o ambiente ao nosso redor. Ela começa por transformar o homem que entra em seu Templo.
O esquadro nos convida a corrigir nossos atos.
O compasso nos ensina a estabelecer limites.
O nível nos recorda a igualdade.
O prumo nos chama à retidão.
A luz nos convida ao conhecimento.
Mas nenhum desses símbolos poderá transformar aquele que não deseja transformar a si próprio.
Por isso, talvez a pergunta mais importante não seja:
"Quem são os inimigos da Maçonaria?"
Mas sim:
"Que parte de mim ainda trabalha contra os princípios que jurei defender?"
Quando o ego fala mais alto que a fraternidade, temos um inimigo.
Quando o interesse pessoal supera o bem coletivo, temos um inimigo.
Quando o cargo vale mais que o caráter, temos um inimigo.
Quando a palavra maçônica é bonita, mas a conduta é pequena, temos um inimigo.
E quando a Maçonaria passa a ser utilizada para alimentar vaidades pessoais, ela deixa de ser instrumento de aperfeiçoamento e passa a ser apenas cenário para o ego.
O verdadeiro maçom não precisa proclamar sua condição.
Suas atitudes o reconhecem.
Não precisa exigir respeito.
Sua conduta o conquista.
Não precisa ostentar conhecimento.
Sua humildade revela aquilo que aprendeu.
Não precisa dizer que é irmão.
Sua mão estendida demonstra.
Talvez o maior combate maçônico seja justamente esse:
vencer diariamente o homem imperfeito que existe dentro de nós.
Porque o Templo que a Maçonaria deseja construir não é apenas aquele feito de pedras.
É o Templo Interior.
E enquanto houver orgulho a ser vencido, ignorância a ser iluminada, paixões a serem dominadas e caráter a ser aperfeiçoado, o trabalho do verdadeiro maçom continuará inacabado.
O maior inimigo da Maçonaria é aquele que usa seus símbolos sem viver seus princípios.
E o maior defensor da Maçonaria é aquele que, silenciosamente, transforma a própria vida em testemunho de seus ensinamentos.
Que cada um de nós possa olhar para dentro de si antes de apontar para fora.
Porque, no fim da jornada, talvez descubramos que o combate mais importante nunca foi contra outro homem.
Foi contra nós mesmos!
E essa é uma batalha que o verdadeiro maçom precisa vencer todos os dias.
Principais Inimigos Históricos da Maçonaria
ResponderExcluir• Igreja Católica: Historicamentes os papas condenaram a maçonaria (como o Papa Leão XIII com a encíclica Humanum Genus e Pio IX), considerando seus princípios deístas e iluministas incompatíveis com a fé católica.
• Regimes Totalitários: O nazismo (na Alemanha de Hitler) e o regime soviético (na União Soviética) perseguiram, prenderam e executaram maçons, vendo a instituição como uma ameaça política ou aliada do capitalismo/judaísmo.
• Governos Autoritários e Monarquias Absolutistas: Vários reinos proibiram Lojas Maçônicas por suspeitarem de conspirações políticas voltadas ao liberalismo ou revoluções republicanas.