Outubro na Maçonaria — o mês da renovação interior

 Outubro pode ser vivido, na Maçonaria, como um período de renovação, reflexão e reafirmação do compromisso com a construção do Templo Interior. Não existe, de modo universal, um significado maçônico único e oficial atribuído ao mês de outubro; seu simbolismo depende também do rito, da Potência e das tradições de cada Loja.

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Outubro nos convida a perguntar:
  • O que construímos em nós mesmos desde o início do ano?
  • Quantas pedras ainda precisam ser desbastadas?
  • Nossa régua moral continua reta?
  • O esquadro de nossas ações está em harmonia com o compasso de nossos pensamentos?
  • Estamos apenas frequentando a Loja ou verdadeiramente vivendo a Maçonaria?

A simbologia do Templo é particularmente apropriada para essa reflexão. 

O maçom não trabalha apenas sobre uma construção exterior: trabalha sobre si mesmo. 

Cada erro reconhecido é uma imperfeição a ser desbastada; 

cada virtude praticada é uma pedra melhor preparada para a obra!

Comentários

  1. Uma reflexão para leitura em Loja

    Chegamos a outubro.

    O ano começa a caminhar para o seu último trecho, e talvez seja este um dos melhores momentos para interrompermos, por alguns instantes, a pressa da vida e olharmos para dentro de nós mesmos.

    O calendário muda os meses.
    Mas quem muda o homem?

    Essa transformação não acontece pelo simples passar do tempo. Ela nasce da consciência.

    Na Maçonaria, aprendemos que nenhuma pedra chega perfeita ao Templo. É preciso desbastá-la, trabalhá-la, corrigir suas imperfeições e colocá-la no lugar adequado.

    Assim também somos nós.

    Outubro pode ser o momento de perguntar:

    Que homem estou construindo?

    Sou hoje melhor do que era quando iniciei esta caminhada?

    Tenho sido mais paciente, mais fraterno, mais justo, mais humilde?

    Tenho usado o conhecimento para iluminar ou para alimentar o meu próprio ego?

    Tenho compreendido que ser maçom não é apenas portar símbolos, frequentar sessões ou conhecer palavras e rituais, mas transformar princípios em atitudes?

    O verdadeiro Templo não está somente entre quatro paredes.

    Ele está dentro de cada um de nós.

    E talvez a grande obra de outubro seja justamente esta: retomar o trabalho sobre nós mesmos.

    Que o esquadro nos recorde a retidão.

    Que o compasso nos ensine os limites que devemos respeitar.

    Que a régua nos lembre que nossa caminhada precisa ter direção.

    E que a Luz que recebemos não permaneça somente em nossas palavras, mas se manifeste na maneira como tratamos nossos Irmãos, nossa família e todos aqueles que cruzam o nosso caminho.


    O ano ainda não terminou.

    Ainda há tempo para corrigir.

    Ainda há tempo para aprender.

    Ainda há tempo para pedir perdão.

    Ainda há tempo para fazer o bem.

    Ainda há tempo para colocar mais uma pedra no Templo que estamos construindo.

    Porque o verdadeiro legado do maçom não é aquilo que ele diz ter construído.

    É aquilo que permanece de bom depois que ele passa.

    Que outubro seja, portanto, um mês de consciência, renovação e trabalho.

    E que, ao chegarmos ao final deste ano, possamos olhar para o nosso Templo Interior e dizer:

    “Ainda não estou pronto, mas estou melhor do que ontem.”




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