Perfeição, Precisão e Beleza — A Obra Maçônica

A ideia de perfeição, precisão e beleza pode ser  em uma profunda reflexão maçônica, porque esses três conceitos representam diferentes etapas do aperfeiçoamento do homem.

PERFEIÇÃO, PRECISÃO E BELEZA

A simbologia da construção maçônica

Na Maçonaria, perfeição, precisão e beleza não devem ser compreendidas apenas como qualidades de uma obra material. Elas simbolizam o caminho pelo qual o homem transforma a si mesmo.

A PERFEIÇÃO é o horizonte.

O maçom sabe que talvez jamais alcance a perfeição absoluta, mas compreende que sua missão é caminhar permanentemente em sua direção. 

A cada erro corrigido, a cada vício dominado, a cada virtude cultivada, ele aprimora a sua própria obra.

A pedra bruta não se torna perfeita de uma única vez. Ela exige paciência, disciplina e trabalho constante.

A PRECISÃO é o método.

O esquadro ensina a retidão; o nível, a igualdade; o prumo, a verticalidade; a régua, a medida.

Nada na construção verdadeira pode ser feito de qualquer maneira.

Assim também é a construção moral do maçom. Palavras precisam corresponder a atitudes, princípios precisam corresponder a comportamentos e responsabilidades precisam corresponder a ações.

Não basta saber o que é correto. É necessário praticá-lo com precisão.

A BELEZA é o resultado.

Quando a matéria encontra a forma, quando a razão encontra o equilíbrio e quando o caráter encontra a virtude, surge a beleza.

Mas a verdadeira beleza maçônica não está nos paramentos, nos símbolos ou na imponência do Templo.

Ela está no homem que sai do Templo diferente daquele que entrou.

Está no irmão que sabe ouvir, no homem que sabe perdoar, no cidadão que age com justiça e naquele que utiliza o conhecimento não para se colocar acima dos outros, mas para servir melhor.

Perfeição, precisão e beleza formam, assim, uma verdadeira tríade simbólica:

A perfeição aponta o destino.
A precisão orienta o caminho.
A beleza revela o resultado.


E talvez esteja aí uma das maiores lições da Maçonaria:

Não construímos apenas Templos de pedra; construímos homens capazes de transformar o mundo pela qualidade de sua própria construção interior.

O verdadeiro Mestre não é aquele que acredita ter alcançado a perfeição.

É aquele que, consciente de suas imperfeições, continua trabalhando sobre si mesmo.

Do meio-dia à meia-noite, a obra continua.

Porque enquanto houver uma aresta a desbastar, um conhecimento a conquistar, uma virtude a praticar e um irmão a servir, o Templo Interior ainda estará em construção.

Perfeição como ideal.
Precisão como disciplina.
Beleza como expressão da virtude.


Eis, simbolicamente, uma das mais belas sínteses da caminhada maçônica:
aperfeiçoar o homem para que, através dele, a obra da humanidade também possa ser aperfeiçoada.



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