O PRAGMATISMO E A MAÇONARIA ..

 

O PRAGMATISMO NA MAÇONARIA

Da filosofia à ação: o valor de transformar conhecimento em atitudes

O pragmatismo, quando observado sob a ótica maçônica, representa a capacidade de transformar ideias, conhecimentos e princípios em atitudes concretas.

Não basta ao maçom conhecer os símbolos, interpretar alegorias, dominar ensinamentos filosóficos ou acumular graus. É necessário que tudo aquilo que aprende dentro do Templo encontre expressão em sua conduta fora dele.

A Maçonaria não deve ser apenas uma escola de pensamentos, mas também uma escola de realizações.

O maçom pragmático compreende que a verdadeira sabedoria não está somente em saber explicar o significado do esquadro, do compasso, da pedra bruta ou da Luz. Está, sobretudo, em aplicar os ensinamentos desses símbolos na construção de sua própria personalidade.

1. O pragmatismo e a formação do maçom

Ser pragmático não significa abandonar a filosofia, desprezar a tradição ou reduzir a Maçonaria a uma organização de resultados imediatos.

Significa compreender que o conhecimento precisa produzir consequências positivas.

  • Se aprende sobre fraternidade, pratica a fraternidade.

  • Se estuda a tolerância, respeita as diferenças.

  • Se discute justiça, age com retidão.

  • Se defende a liberdade, respeita a liberdade alheia.

  • Se fala em igualdade, não utiliza o grau como instrumento de superioridade.

  • Se busca a verdade, não se acomoda diante da ignorância.

O conhecimento que não modifica o comportamento corre o risco de se transformar em simples erudição.

2. O perigo do maçom excessivamente teórico

Existe uma contradição que merece reflexão: irmãos que conhecem profundamente os rituais, dominam a simbologia e possuem extensa cultura maçônica, mas não conseguem transportar esses ensinamentos para suas relações humanas.

Sabem falar de virtudes, mas nem sempre as praticam.

Conhecem os caminhos da iniciação, mas continuam prisioneiros de suas próprias imperfeições.

Possuem graus elevados, mas ainda precisam compreender que a elevação simbólica não significa necessariamente evolução moral.

O avental identifica uma condição ritualística; o comportamento revela a qualidade do homem.

3. O pragmatismo e o Grau 33

No simbolismo do REAA, a elevação ao Grau 33 pode representar uma oportunidade ainda maior de reflexão sobre responsabilidade, serviço e compromisso com os ideais da Ordem.

Não se trata de alcançar o ponto final de uma caminhada, mas de compreender que quanto maior o conhecimento, maior deve ser a responsabilidade de colocá-lo a serviço do próximo.

O verdadeiro reconhecimento não deve estar apenas naquilo que o maçom representa dentro da hierarquia, mas naquilo que consegue realizar em benefício da humanidade.

4. A pergunta que todo maçom deveria fazer

Ao terminar uma sessão maçônica, seria interessante perguntar a si mesmo:

  • Saio deste Templo melhor do que entrei?

  • Aprendi alguma coisa que possa modificar minhas atitudes?

  • Estou contribuindo para fortalecer minha Loja?

  • Minha presença representa união ou divisão?

  • Sou capaz de praticar fora do Templo aquilo que defendo dentro dele?

Essas perguntas aproximam a filosofia da realidade.

5. Uma reflexão para o blog Crescendo para Evoluir

O pragmatismo maçônico pode ser resumido em uma ideia:

Não basta conhecer o caminho da Luz; é preciso permitir que essa Luz ilumine nossas decisões.

A Maçonaria precisa de homens que estudem, reflitam, questionem e filosofem, mas que também saibam construir, realizar, servir e transformar.

Afinal, de que adianta polir simbolicamente a pedra bruta durante anos se continuamos resistindo ao trabalho de aperfeiçoar nosso próprio caráter?

Pensamento final

O maçom teórico conhece os ensinamentos da Ordem. O maçom pragmático transforma esses ensinamentos em atitudes. O verdadeiro maçom procura fazer as duas coisas: aprender continuamente e demonstrar, pela própria existência, aquilo que aprendeu.

Porque, em última análise, a Maçonaria não precisa apenas de homens que saibam falar sobre virtudes. 

Precisa de homens que façam das virtudes uma maneira de viver.

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