A ligação entre Microcosmo e Macrocosmo

 

Desde o despertar da consciência, o ser humano se percebeu como uma ponte entre o terreno e o divino.

Esta dualidade, representada com maestria no diagrama Omnia ab Um, coloca-nos no centro de uma rede de mistérios que a humanidade ainda tenta decifrar.


Eu.
A Origem: Omnia ab One (Tudo surge do Um)
A prancha é coroada por um disco solar alado contendo o Tetragrámaton hebraico ( יהוה).
Este símbolo nos remete para a divindade agante, o "Tudo em Um", e evoca a rosacruz máxima: Sub umbra alum tuarum, ó Yeová (Sob a sombra das tuas asas, Senhor).
Sob esta fonte, a natureza manifesta-se pela subordinação à vontade divina.

Dela emanam os quatro elementos — Fogo (Ignis), Terra (Terra), Água (Aqua) e Ar (Aer) — cuja interacção constante produz as bases da matéria:
• Fogo no ar gera enxofre.
• Ar sobre a água gera Mercúrio.
• Água sobre a Terra gera Sal.

Esta tríade alquímica conflui no AZOTH, palavra que une a primeira e última letra dos alfabetos latino, grego e hebraico (A-Z, Alfa-Omega, Álef-Thav), simbolizando o início e o fim de toda a criação.

O Homem como Microcosmo
No coração do diagrama, o ser humano ocupa o lugar da chama no atanor. Aqui é onde os mistérios modernos se encontram com a tradição antiga e encontramos alguns enigmas da existência:
1. Por que há algo em vez de nada? Este é o mistério existencial por excelência. A física estuda o Big Bang, mas a pergunta filosófica permanece: Por que o universo existe? Teve um começo ou é um ciclo infinito? Se o vazio é o nada absoluto, de onde veio a faísca inicial?
2. A Centelha da Vida: Diante do mistério da abiogênese (a passagem da química para a biologia), a tradição hermética sugere que o homem é o "forno que se autoalimenta". Não somos um acidente estatístico, mas o meio para o cosmos se conhecer a si mesmo.
3. O Enigma da Consciência: O chamado "Problema Duro" nos pergunta como a matéria cerebral gera uma experiência subjetiva. O homem é um microcosmo não só por ser composto de elementos, mas porque une em si o poder divino e o pensamento.
4. O Propósito ou o "Sentido": Diferente dos animais, o ser humano precisa que sua vida "signifique" algo. Somos um acidente biológico em um canto perdido do cosmos, ou nossa presença aqui tem um papel na evolução do universo? Como sua imagem sugere (o Omnia ab One), somos o meio pelo qual o universo se observa?
5. O Livre Arbítrio: Nós realmente somos donos das nossas escolhas ou estamos programados pela nossa genética, pela nossa educação e pelas leis da física? Se o universo é uma cadeia de causa e efeito, nossas escolhas já estão determinadas?
6. O Mistério da Morte: A morte é o fim total da vida, personalidade e consciência ou uma transição? Quase todas as culturas sentiram que "algo" transcende, mas não há provas empíricas que o confirmem ou descartem completamente.

O Caminho de Volta: Omnia ad Unum
(Tudo para o Um)

Enquanto o topo reza Omnia ab One, o centro do diagrama indica Omnia ad Unum. Isto aponta para um propósito evolutivo: tudo o que foi manifestado tende a voltar para a Unidade.
O ser humano, como o mais evoluído dos seres, tem a missão de libertar e divinizar a matéria.

Este processo é simbolizado pelo Poculum Pansophia (o cálice da sabedoria do Todo), cuja cor dourada sugere a presença do Santo Graal.

O homem é o vaso desta omnisciência, o ponto onde o Deus do Macrocosmo e o Deus do Microcosmo agem um sobre o outro.

Conclusão: Veritas Simplex
Somos arquitetos do nosso destino ou somos determinados por leis físicas? A resposta parece residir na base do cálice: Veritas Simplex (a verdade é simples).
O objetivo final do sábio é ajustar o seu Microcosmo à harmonia do Macrocosmo.
Ao entender que as leis que regem as galáxias são as mesmas que pulsam dentro de nós, descobrimos que a morte não é um fim, mas a reintegração na unidade de onde emanamos.
Este diagrama é um mapa destes mistérios.

Conecte Deus (acima), Natureza (no meio) e Homem (abaixo).

Sugere que o ser humano é uma ponte:
temos um pé no mundo material (os elementos)
e outro no mundo das ideias ou espiritual.
O Mapa do Microcosmo e Macrocosmo
Para entender este "plancha" simbólico, devemos vê-lo como um caminho de ida e volta: a criação que desce do Um e o homem que ascende para a unidade.
1. O Cênite: A Fonte Primordial
O Disco Solar Alado: Representa proteção e omnipresença divina.
O Tetragrámaton ( יהוה): No centro do sol, indica que tudo começa na mente de Deus. É o Omnia ab One (Tudo nasce do Um).
Triângulo Superior: Conecte a divindade à NATURA (Natureza), o primeiro espelho do divino.
2. O Plano Elemental: As Forças da Matéria
Abaixo da natureza, você verá quatro esferas coloridas que representam os pilares do mundo físico:
IGNIS (Fogo): Ação e transformação.
AER (Ar): Inteligência e comunicação.
ÁQUA (Água): Emoção e fluidez.
TERRA (Terra): Estabilidade e forma.
Nota: As linhas que os cruzam representam a criação do enxofre, do mercúrio e do sal, os três princípios alquímicos que compõem tudo o que existe.
3. O Coração do Diagrama: O AZOTH e o Equilíbrio.
No centro exato encontramos um círculo radiante com a palavra AZOTH.
Aos lados você verá os reinos da vida: o VEGETABILE (a árvore à esquerda) e o MINERALE (a pedra à direita).
Aqui você lê OMNIA AD UNUM: o lembrete de que toda a diversidade da natureza busca voltar à sua origem espiritual.
4. O Microcosmo: O Ser Humano
A esfera inferior mostra o homem em uma postura que lembra o Homem de Vitrúvio.
Microcosmo: É chamado assim porque contém dentro de si os quatro elementos, a vida vegetal e o potencial divino.
É a "chama" sobre o cálice, o responsável pela realização da Grande Obra de Reintegração.
5. A base: O suporte da sabedoria
Poculum Pansophia: O cálice dourado (o Santo Graal) que sustenta o homem. Representa que o ser humano é o vaso da sabedoria universal.
Veritas Simplex: Na base, a inscrição nos lembra que, apesar de toda essa complexidade simbólica, a verdade última é simples e acessível para quem sabe olhar para dentro.
Rasec Âme Ra

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