A relação entre a Maçonaria e a Quaresma é um tema interessante, envolto em alguns mitos, mas pautado principalmente pela diversidade de crenças e pelo simbolismo.
Diferente do que muitos pensam, a Maçonaria não é uma religião e, portanto, não possui dogmas religiosos próprios sobre a Quaresma.
No entanto, o respeito a essa tradição ocorre por diversos caminhos:
1. A Liberdade de Crença
A Maçonaria abriga homens de diversas fés (católicos, protestantes, espíritas, etc.).
Para um maçom que é cristão, a Quaresma é observada com o mesmo rigor e devoção exigidos por sua igreja.
A instituição incentiva que seus membros sejam fiéis às suas convicções religiosas e pratiquem a tolerância.
2. O Simbolismo do Aperfeiçoamento
Embora a Maçonaria não "celebre" a Quaresma ritualisticamente, os valores do período ressoam com a filosofia maçônica:
Introspecção: Assim como o fiel se recolhe na Quaresma, o maçom busca constantemente o "olhar para dentro" para desbastar sua "pedra bruta".
Sacrifício e Disciplina: A prática do jejum ou da abstinência é vista como um exercício de domínio da vontade sobre os instintos, algo central no aprendizado maçônico.
3. O Rito Escocês Antigo e Aceito (REAA)
Dentro de alguns graus específicos da Maçonaria (como o Grau 18 - Cavaleiro Rosa-Cruz), existem cerimônias que utilizam a simbologia da Páscoa e da Paixão de Cristo.
Nesses contextos, o foco não é o dogma teológico da salvação, mas o simbolismo da renovação, da luz vencendo as trevas e do sacrifício pelo bem da humanidade.
4. Respeito ao Calendário Social
Muitas lojas maçônicas evitam realizar grandes banquetes ou celebrações festivas durante a Semana Santa, em respeito à sensibilidade religiosa de seus membros e da sociedade em que estão inseridas.
Ponto importante:
A Maçonaria exige que seus membros acreditem em um Princípio Criador (o Grande Arquiteto do Universo), mas deixa a forma de adoração e o cumprimento de ritos como a Quaresma a cargo do foro íntimo de cada indivíduo.
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