Você aprende a caminhar mais devagar, sim, mas com passos mais firmes.
Aprenda a dizer “adeus” sem medo e a valorizar com alma quem escolhe ficar.
Envelhecer é uma arte silenciosa: é deixar ir o que pesa, é aceitar o que é, é descobrir que a verdadeira beleza nunca morou na pele.
Mas, nas histórias que carregamos no peito, nos olhos e na memória.
Aprenda a se preservar.
A falar pouco ou quase nada.
Aprenda que coisas do coração são coisas sagradas, e só devem ser ditas a quem vai ouvi-las com carinho e ficar feliz junto contigo.
Alguém que, ao ouvir que algo te incomoda, vai torcer muito para que isso passe, e que você supere.
Essa é a mais pura verdade. Se a juventude é um presente da natureza, a velhice é uma obra de arte de resistência.
Dizem que o corpo começa a "entregar o jogo", mas a real é que a gente vira um atleta de obstáculos cotidianos.
É precisar de estratégia para levantar do sofá, ter uma farmácia particular na gaveta e descobrir que "dar um jeito nas costas" é um evento canônico que pode durar semanas.
Mas ó, tem o outro lado da moeda que exige uma coragem que o jovem ainda não tem:
A paciência de Jó: Você para de lutar contra coisas que não pode mudar.
O filtro zero: A liberdade de dizer o que pensa sem se importar tanto com a aprovação alheia.
A curadoria de energia: Você não gasta mais "combustível" com gente ou situações que não valem a pena.
Envelhecer exige um humor refinado para não levar os estalos das articulações tão a sério.
É, como dizem, trocar a velocidade pela direção.
Comentários
Postar um comentário