MAÇONARIA, RESPEITO, LIMITES E RELIGIÃO

 


A Maçonaria não é uma religião, mas é o solo onde todas elas deveriam aprender a conviver.

Como maçom, meu juramento não me obriga a silenciar diante do absurdo, mas sim a ser um sentinela da liberdade de consciência.
Eu respeito a sua fé, o seu templo e os seus ritos.
Respeito o conforto que a religião traz ao aflito e a esperança que semeia no caos.

No entanto, o meu respeito tem fronteiras claras e intransponíveis:
O Limite do Engano: Respeito a religião até o momento em que ela deixa de salvar almas para explorar bolsos, usando o medo e a superstição como ferramentas de controle financeiro.
O Limite da União: Respeito a religião enquanto ela une a humanidade. No instante em que ela levanta muros, classifica "salvos" e "condenados" ou separa famílias em nome de dogmas, ela perde sua nobreza.
O Limite da Liberdade: Respeito a fé que liberta, não a que condiciona. Se a sua crença exige a cegueira intelectual ou o sacrifício da razão, ela não serve para um homem livre e de bons costumes.

O Combate Inegociável
Como maçom, não sou um espectador passivo do mundo. Minha missão é o combate assíduo contra:
A Intolerância: O veneno que mata o diálogo.
A Tirania: Seja ela política, social ou espiritual.
A Perfídia: A traição dos valores éticos em nome de interesses escusos.
O Erro e a Ignorância: As correntes invisíveis que escravizam os povos.

Meu foco é a busca incessante
pela Verdade.

Não a verdade imposta por um líder carismático ou um livro selado, mas a verdade que emerge do estudo, da ciência e da fraternidade universal.

A verdadeira espiritualidade deve ser um farol para o progresso da humanidade, não uma mordaça para a inteligência.

"É preferível uma dúvida que nos coloca em movimento do que uma fé que nos mantém estagnados na ignorância."

A causa é nobre: desbastar a pedra bruta da sociedade para que a luz da razão e da justiça brilhe para todos, sem distinção de credo.
Até onde vai
a sua liberdade de pensar
antes que o dogma decida o seu destino?

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