O fascismo nasceu do socialismo!

A afirmação de que o fascismo nasceu do socialismo é um ponto de vista que se baseia em uma interpretação histórica e teórica. 

A origem do fascismo, segundo essa perspectiva, pode ser encontrada no socialismo, especialmente no pensamento de Benito Mussolini, que foi um ex-dirigente do Partido Socialista Italiano. 

Mussolini, ao longo de sua carreira política, demonstrou uma inclinação crescente para as ideologias de massas, filiando-se ao socialismo italiano até 1914, quando publicou um artigo defendendo a participação da Itália na Primeira Guerra Mundial. 

Após essa publicação, ele se distanciou do socialismo, mas não escondeu suas origens. 

O fascismo, segundo essa interpretação, é uma atualização estratégica da revolução, uma revolução nacionalista, hierárquica, autoritária e voluntarista, que se adaptou à realidade italiana, onde a luta de classes não fazia sentido, mas a ideia de pátria e identidade comum ressoava profundamente.

O verdadeiro fascista é aquele que acusa o outro de fazer exatamente aquilo que ele próprio faz, ele acusa os outros de serem aquilo que ele é.

O verdadeiro fascista gosta de chamar todos os que discordam dele de fascistas. Por isso, vemos tantos “comedores de capim” chamando pessoas de bem de fascistas, numa clara inversão de valores.

O fascismo é, por natureza, centralizador e autoritário. Ele persegue opositores, controla a imprensa, censura vozes divergentes e utiliza o Estado, a TV e o rádio para promover propaganda ideológica.

Além disso, busca enfraquecer a liberdade de expressão e transformar instituições públicas em instrumentos de poder.

Agora, reflita: qual lado, hoje no país, controla grande parte da mídia, persegue adversários políticos, censura a população, prende manifestantes e os chamam de golpistas e ameaça quem não se submete às suas vontades?
Em regimes fascistas, ditatoriais ou tirânicos, a autorregeneração democrática torna-se estruturalmente inviável sem pressão externa ou rupturas profundas.

Isso ocorre por diversos fatores:

1. Captura das Instituições e Fim dos Pesos e Contrapesos
Quando Judiciário, Legislativo e imprensa são instrumentalizados pelo governo, deixam de servir ao povo e passam a servir à manutenção do poder. Na ciência política, isso é conhecido como destruição do sistema de “freios e contrapesos”.
Judiciário e Legislativo: Em regimes fechados, essas esferas perdem sua independência e passam a obedecer à ideologia dominante, e não à Constituição. A lei deixa de ser um instrumento de justiça e passa a ser uma arma política.
Imprensa e Informação: O controle da mídia impede a formação de uma opinião pública livre. Sem pluralidade de ideias, o regime passa a monopolizar a narrativa e dificulta qualquer resistência interna.
2. O Paradoxo da Restauração Interna
As mesmas ferramentas que deveriam restaurar a democracia foram moldadas pela tirania. Por isso, tornam-se incapazes de promover mudanças reais.
Vícios de Origem: Quando cargos públicos e militares dependem da fidelidade política, forma-se uma burocracia voltada à autopreservação.
Incapacidade Estrutural: As instituições passam a funcionar justamente para impedir qualquer transformação.
3. O Papel da Pressão Externa e da Soberania
Regimes fechados criam um sistema estático de opressão. Sem pressão externa, dificilmente se rompem.
Isolamento e Intervenção: Historicamente, ditaduras raramente caem apenas por reformas internas. Geralmente, a mudança exige sanções, pressão internacional ou apoio a movimentos democráticos.
Restituição da Soberania: A ajuda externa não fere a soberania; ao contrário, ajuda a devolvê-la ao povo, quando ela foi sequestrada por um grupo no poder.

Conclusão
A permanência de regimes como o da Venezuela e de Cuba, que já dura mais de 65 anos, não se deve ao apoio popular contínuo, mas à eficiência na destruição de qualquer via institucional de contestação.
Quando o sistema se transforma em um circuito fechado de autopreservação, apenas fatores externos ou rupturas profundas conseguem restaurar o Estado de Direito.

Diante disso, cabe a cada cidadão refletir:
Porque o povo brasileiro já não vive mais num regime democrático!

Comentários