É o famoso princípio de "O que está em cima é como o que está embaixo".
A Dança das Proporções
Essa conexão pode ser observada sob diferentes lentes:
Perspectiva Biológica: Elementos químicos forjados no coração de estrelas moribundas (carbono, nitrogênio, oxigênio) são os mesmos que compõem o nosso DNA. Como disse Carl Sagan, somos literalmente "poeira de estrelas".
Perspectiva Estrutural: Muitos notam a semelhança visual entre as redes neurais do cérebro humano e a teia cósmica de galáxias. A geometria da natureza parece se repetir em escalas drasticamente diferentes.
Perspectiva Filosófica: Se o macrocosmo é regido por leis de ordem, caos e ciclos, o microcosmo humano também enfrenta suas estações internas, suas marés emocionais e sua própria entropia.
O Reflexo em Números
Para os antigos pitagóricos e arquitetos renascentistas, essa harmonia era matemática. Eles acreditavam que as proporções do corpo humano refletiam as harmonias das esferas celestes.
No campo da física, podemos ver essa analogia (embora com leis diferentes) na estrutura do átomo:
Um núcleo central orbitado por elétrons, assemelhando-se a um sistema solar em miniatura.
A força gravitacional que mantém galáxias unidas espelha, de certa forma, as forças que mantêm a coesão da nossa própria biologia.
"O homem é um microcosmo; pois ele contém em si mesmo o sol, a lua e todas as estrelas." — Paracelso
É uma perspectiva que nos tira da sensação de isolamento e nos coloca como parte integrante de um todo magnífico.
Se o universo é vasto e misterioso, isso significa que nós também carregamos essa mesma imensidão por dentro.
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