A escada que sobe entre colunas não é apenas um símbolo antigo, mas uma representação viva do caminho interior do ser humano.
Na tradição bíblica, a Escada de Jacó une a terra ao céu, lembrando-nos de que o homem não está condenado a permanecer no material, mas chamado a elevar-se pela sua consciência.
Não é uma ascensão física, mas moral, espiritual e intelectual.
Para a filosofia maçônica, esta escada representa o progresso do iniciado. Cada degrau simboliza uma conquista interior, uma vitória sobre ignorância, egoísmo ou medo.
Não se promove por privilégio ou imposição, mas por mérito, trabalho e reflexão.
Ninguém pode subir por outro, porque o verdadeiro crescimento é pessoal e intransferível.
Mas esta escada não fala apenas em subir, mas também em voltar.
E aqui aparece um simbolismo profundo que atravessou muitas tradições, o fio de prata e o fio de ouro.
O fio de prata representa a conexão que nos permite ir e voltar, o vínculo invisível que une o humano ao transcendente.
Lembra-nos que, embora elevemos a nossa consciência, continuamos a pertencer ao mundo dos homens.
É o fio que nos mantém ancorados à realidade, que impede que o conhecimento nos separe da vida.
O fio de ouro, em vez disso, representa a orientação para a luz. Não é o link, mas a direção. É o chamado interior que impulsiona o homem a subir, a aperfeiçoar-se, a buscar a verdade além de si mesmo.
Se o fio de prata nos permitir voltar, o fio de ouro nos impulsiona a subir.
Um nos mantém conectados, o outro nos mantém alinhados.
Nesta dinâmica se revela um ensino profundamente maçônico.
O verdadeiro iniciado não foge do mundo nem se perde no abstrato.
Aprenda a subir sem quebrar suas raízes, a tocar a luz sem esquecer a terra.
Sabedoria não consiste em ficar no alto, mas em saber descer transformado.
Subir para entender, descer para servir.
Nesta ascensão encontramos as virtudes universais que sustentam a moral maçônica.
Fé como confiança em uma ordem superior, esperança como motor do progresso humano e caridade entendida como amor ativo para com os outros.
Essas virtudes não pertencem
a uma religião específica,
mas fazem parte do
património moral da humanidade.
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