A Vesica Peixes ...

 

Não é uma figura geométrica.
É um espaço de nascimento.
Surge quando dois mundos se encontram
sem ser anulado.
Dois círculos.
Dois centros.
Uma área comum.
Aquele lugar no meio
é o santuário da manifestação.
Onde o céu toca a terra,
onde o visível roça o invisível,
onde o espírito encontra forma
sem perder sua pureza.
A Vesica é a matriz da iniciação.
A porta pela qual o eterno
entra no tempo.
É por isso que os antigos a deram.
como proporção de templos,
ícones,
de capas sagradas.
Não é ornamento.
É a medida do nascimento interior.
Na estrada Rosacruz.
a Vesica aparece
quando o iniciado parar de dividir:
luz e sombra,
ação e contemplação,
silêncio e palavra.
Então surge um terceiro espaço.
Não mistura.
Sem compromisso.
Mas um estado novo.
Como escreveu o Marquês de Monferrat:
"Não escolha entre os dois mundos: entre no lugar onde ambos são gerados."
A Vesica Peixes é aquele lugar.
A câmera secreta
onde a Rosa
toma corpo.
E quem habita nela
torna-se ponte,
limiar,
presença.

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